«Aumento de portagens na Via do Infante é falta de palavra» do governo acusa PSD/Algarve

A Comissão Política do PSD/Algarve diz que o «aumento de portagens na Via do Infante é falta de palavra» do governo liderado pelo Partido Socialista.

«Nas eleições legislativas que tiveram lugar em 2015, os partidos que apoiam o governo assumiram a questão das portagens na Via do Infante como um pilar essencial da sua intervenção política. Desse modo, com clareza, firmaram compromissos com os algarvios. O PS, a redução a título imediato de 50 por cento do valor das portagens, PCP e BE a sua abolição. Hoje, sabemos que o todo é menor que cada uma das partes. Nada disto sucedeu. Não só não sucedeu, como sucede exatamente o oposto», lê-se no comunicado enviado à imprensa, hoje, quarta-feira, 17 de janeiro.

«Uma vez mais, a exemplo do que se verificou para 2017, regista-se um aumento do valor das portagens na A22. Assinala o governo que tal resulta dos contratos em vigor, os quais obrigam a que se atualize de acordo com a inflação. Todavia, o aumento que se regista é superior ao da inflação, ou seja, as portagens ficam mais caras do que sucede nas outras ex-SCUT. Na Via do Algarve, o preço crescerá 1,7 por cento enquanto no resto do país em média 1,4 por cento. Em 2017, também foi assim. O Algarve está a ser lesado. As nossas portagens não só ficam mais caras, como mais caras em comparação com as demais. O PSD apresentou propostas de melhoria na Assembleia da República que foram chumbadas», lamenta o PSD/Algarve.

«Estes factos não são isolados. As condições da A22 estão a degradar-se em alguns troços e não há notícia do governo exigir ao concessionário a realização de obras de reparação, pelo que algarvios estão a pagar e não têm direito ao serviço que está previsto no contrato. Por outro lado, o Governo comprometeu-se com a requalificação da 125 entre Olhão e Vila Real de Santo António e ainda nada fez, mesmo com a agudização intolerável das condições da via e não se prevê que tome qualquer iniciativa este ano. O governo e quem o apoia tem que cumprir o que prometeu e, no mínimo dos mínimos, pelo menos não tratar o Algarve pior que outras regiões do país, o que tem vindo a suceder em quase todas as áreas de intervenção pública», conclui o comunicado da Comissão Política do PSD/Algarve.

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