Joaquim

Hoje, o céu está maior. Mais uma estrela brilha por lá.
Partiu sereno, tranquilo e com a dignidade com que sempre viveu.
Desde muito novo, imaginou e criou. Viu sempre adiante, quis sempre mais. Fez sempre diferente e melhor. Ao longo da vida, apontou-nos o caminho, deixando marcas indeléveis no seu concelho, Loulé, e mais tarde em Faro. Sempre motivado na construção da região que tanto amava.
Hoje partiu.
Na madrugada da sua última criação, o festival F.
Ficamos com a memória cheia. Boas memórias. Memórias de sempre e para sempre. Fica o companheirismo. Ficam os dias da rádio. Fica o primeiro concerto que organizou. Fica a paixão de criar e realizar.
Fica o que, desde muito jovem, nos ensinou: a obrigação de uma participação cívica empenhada e responsável.
Fica o otimismo, a força e o caráter.
Fica o festival MED, a Noite Branca, o Festival F.
Mas fica, sobretudo, a eterna amizade.
Obrigado, Joaquim, pelo brilho da tua estrela.

Texto de homenagem por Nuno Sancho Ramos

Categorias
Opinião


Relacionado com:

  • A Raça Bovina Algarvia: mito ou realidade?

    Quem no Algarve viveu da agricultura antes dos anos 1970, lembra-se certamente de bovinos característicos da região, utilizados para trabalho e carne, e até leite para populações locais. Poderá...
  • Cinefilia

    Não haverá, porventura, ninguém que num dado momento da sua vida não tenha sonhado com o mundo do cinema, fazer parte do mesmo! No que, pessoalmente, me toca, a...
  • Joaquim

    Hoje, o céu está maior. Mais uma estrela brilha por lá. Partiu sereno, tranquilo e com a dignidade com que sempre viveu. Desde muito novo, imaginou e criou. Viu...
  • Turismo: um modelo à procura da centralização?

    A pergunta é legítima e tem plena razão de ser. Nos últimos anos, Lisboa procurou encontrar no turismo uma espécie de galinha dos ovos d’ouro, algo que, com muito...