Faro tem oportunidade para investir na saúde dos munícipes

A Assembleia Municipal de Faro votou na última reunião, a proposta 840/2017 da Câmara que visava autorizar o aumento da área de construção de uma unidade hospitalar privada em Gambelas, dos atuais 6245 para 9651 metros quadrados. Dos representantes das várias forças políticas presentes, o PAN foi o único que votou contra. E devemos explicar porquê. Entendemos que a oferta privada de saúde tem importância na sociedade, ao assumir um papel complementar ao serviço público. Consideramos, contudo, que a prioridade deve ser o apoio, em primeira linha, ao Serviço Nacional de Saúde, pelo superior interesse de todos. Ainda por cima numa altura em que há notícia de várias carências no recém-denominado Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA). Assim, o voto contra do PAN foi um chamar de atenção para o estado atual da saúde na região. E também para reforçar, mais uma vez, a necessidade da construção de um hospital central, há tanto prometido e sempre adiado. No entanto, tendo esta proposta sido aprovada, defendemos que o atual executivo municipal de Faro, deve alocar os 580 mil euros resultantes desta operação no melhoramento dos serviços locais de saúde pública. Existem necessidades emergentes de mais psicólogos nas escolas, nos cuidados de saúde primários e de uma forma geral, alargado para toda a população jovem e adulta, de médicos dentistas e profissionais de nutrição nos Centros de Saúde, entre outras necessidades que devem ser consideradas. Sugerimos assim, a criação de um Gabinete Municipal de Saúde, presencial e online, onde os cidadãos reportem sugestões, queixas, experiências e ideias, a serem discutidas e analisadas em reuniões periódicas e apresentadas às entidades superiores. Por outro lado, é urgente colocar em prática um Plano Municipal de Envelhecimento em Casa ou um Plano Gerontológico Municipal. Esta é uma realidade que precisa de intervenção urgente. Ao nível da deficiência (mental e física) também há uma enorme lacuna no concelho de Faro. A Câmara deve ainda assumir um papel mais dinamizador e forte na Rede de Cuidados Continuados Integrados, em estreita colaboração com as Juntas de Freguesia, associações locais, e administração central, melhorando deste modo a funcionalidade da pessoa em situação de dependência, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social, sempre que possível. São medidas que estão ao alcance do poder local e que tem a responsabilidade de agir, a curto e médio prazo. O PAN está comprometido com estes desígnios.

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