Exercício do direito de resposta e retificação

Ao abrigo do previsto no artigo 24º da Lei de Imprensa nº2/1999, de 13 de janeiro, venho por este meio esclarecer alguns pontos do artigo «Escola Manuel Teixeira Gomes ganhou nova cantina», publicado na edição 2045 de 10/01/2017 do jornal «barlavento».

Cabe-me esclarecer que toda a intervenção na cozinha da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes (ESMTG), ocorreu durante o mandato da gestão que cessou funções em 3 de janeiro de 2017. A intervenção teve início a 17 de outubro de 2016 e terminou na penúltima semana de dezembro de 2016, sendo que a nova gestão – Comissão Administrativa Provisória (CAP) tomou posse em 4 de janeiro de 2017. Assim, todo o problema de degradação não foi resolvido pela atual gestão, uma vez que, quando tomou posse, a cozinha já funcionava em pleno. A cozinha da ESMTG retomou a sua atividade no dia 3 de janeiro de 2017, início do 2º período letivo.

Por outro lado, durante a intervenção realizada na cozinha da ESMTG, foi servido, diariamente, o almoço aos alunos, professores e funcionários da escola que assim o pretenderam, pelo que não houve necessidade de «terem de ir a outros locais comer, às vezes com chuva, sol ou frio». As refeições foram confecionadas, na cozinha da EB 2/3 Professor José Buísel, pelas cozinheiras da ESMTG e transportadas, devidamente acondicionadas em contentores próprios, para o refeitório da ESMTG. Junto ao refeitório foi concebida uma logística que permitiu o serviço de refeições e a lavagem de todos os utensílios usados nas mesmas.

As funcionárias da ESMTG, após a confeção das refeições, deslocavam-se da EB 2/3 Professor José Buisel, para a ESMTG, para servirem os almoços e procederem ao restante serviço inerente ao refeitório, sendo de destacar o empenho e trabalho acrescido destas funcionárias. Para o transporte diário das refeições contou-se com o apoio da Câmara Municipal de Portimão. Mais se informa que frequentam esta escola secundária, muitos alunos residentes nos concelhos limítrofes, alunos que beneficiam do Apoio Social Escolar e alunos que optam por almoçar na escola, pelo que seria impensável a escola funcionar, em pleno, sem que lhes fosse possível facultar diariamente as refeições.

Ana Candeias, professora.

Nota da direção:
A notícia em questão foi elaborada com base nas declarações recolhidas junto dos vários intervenientes, bem como nos discursos durante a cerimónia de inauguração da cantina, na terça-feira, 7 de fevereiro. Sendo este o dia de fecho de edição, a jornalista Ana Sofia Varela fez um esforço acrescido para a publicação da mesma, dada a importância para a comunidade. No entanto, houve uma declaração acerca da logística das refeições, que pelo seu teor, gerou um mal-entendido, situação que pode acontecer no exercício das nossas funções. Assim, erradamente foi publicado que o refeitório fechou durante as obras, o que não se verificou. O «barlavento» entende aceitar de boa-fé o direito de resposta e reitera a total confiança no profissionalismo e ética da autora da notícia.

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