Abstencionismo

Para os «profissionais» da política (que, naturalmente, nada têm a ver com aqueles que fazem da política um desinteressado exercício cívico, em prol da comunidade), o que lhes interessará mais não será do que a conquista do poder pelo poder, que lhes permita direta ou indiretamente «proveitos» vários ou, simplesmente, o preenchimento do «ego», do género «Pai, já sou Ministro»!

Assim, ainda que eleitos em atos marcados, profundamente, pela abstenção, merece-lhes tal facto, quanto muito e quando questionados sobre isso, um curto e cínico comentário de «preocupação», logo diluído pela «festa» de se terem visto alcandorados ao poder ou nele mantido.

Não se sentem, minimamente, enquanto agentes políticos, responsáveis por esse abstencionismo, questionando-se sobre o que terão feito ou deixado de fazer para que tantos potenciais eleitores (nalguns casos em número superior a 50 por cento, como se acaba de observar no Algarve nas recentes eleições autárquicas) voltem as costas às urnas, extraindo daí conclusões e agindo, futuramente, em conformidade. A culpa será sempre e exclusivamente dos «desinteressados» abstencionistas.

Desde que eles ganhem, pouco importará, pois, que a Democracia perca, enquanto «governo do povo, pelo povo e para o povo».

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