Chicken and Friends surpreende Ferragudo

Aberto há pouco mais de um mês, o novo restaurante do autarca e empresário Luís Alberto tem a chef Cátia Santos como criadora das receitas especiais que reinventam o frango à mesa

Todos os dias, o mote da chef Cátia Santos é inventar, inovar e dar novos sabores ao frango. O desafio surgiu pelas mãos do autarca e empresário Luís Alberto, que abriu um novo espaço em Ferragudo, há um mês, na Rua da Hortinha. As receitas têm feito sucesso entre residentes e turistas, seja ao jantar, seja ao almoço com a modalidade de buffet.

O atual presidente da Junta de Freguesia de Ferragudo explicou ao «barlavento» que este «foi um projeto que estava a ser pensado há quase um ano, noutro lugar. Entretanto surgiu esta oportunidade. Queríamos ter uma churrasqueira diferente, mas esta opção de ter só frango deve-se também à localização.

Em Ferragudo já existiam muitos estabelecimentos com refeições de carne e peixe, melhor localizados do que o nosso, em termos turísticos», por isso este restaurante teria que primar pela diferença. Então, a ideia do frango pegou, mas teria de ser preparado e servido de 1001 formas diferentes. Surgiu o Chicken and Friends.

O empresário avançou com o projeto com a esposa Ana Martins e convidou a chef Cátia Santos, que participou no Chefs’ Academy, da RTP, para ser consultora, estando esta profissional a orientar a cozinha neste momento. Os primeiros pratos foram idealizados por ela, incluindo os molhos usados.

«Os primeiros dias têm sido bons para a experiência. Vamos apostar na divulgação e no nosso buffet, à hora do almoço, porque é isso que nos irá manter no verão e inverno. É uma forma rápida e muito acessível de comer», assegurou Luís Alberto. A ementa varia todos os dias, havendo sempre quatro ou cinco saladas diferentes, frango grelhado com molhos variados, bem como outros pratos à escolha. O jantar é apenas mediante o que está no menu.

«Além do frango grelhado com molho à portuguesa ou o tradicional piri-piri, temos também bifes, espetadas e outros pratos com vários tipos de molhos», enumerou o empresário. Ao longo das primeiras semanas, a cozinha será adaptada consoante o feedback dos clientes. Receitas mais exigentes podem ser encomendadas com antecedência.

Luís Alberto quer ainda conciliar os produtos da época com as novas combinações, por isso a batata-doce frita de Aljezur ou de Monchique, será frequente a partir de agosto. As saladas, por exemplo, são feitas com tomate rosa. «Queremos ter sempre alguma coisa da estação» e de origem regional, pois não «queremos vender gato por lebre», assegurou.

Cátia Santos, desafiada a ajudar neste novo projeto, confidenciou ao «barlavento» que «o gosto pela cozinha vem de família». «Tenho uma mãe e duas avós que cozinham muito bem. Sempre achei que não sabia cozinhar», até que, por brincadeira, «concorri ao Chefs’ Academy».

Acabou por entrar no programa televisivo e os elogios que recebeu de chefs profissionais como Henrique Sá Pessoa, Cordeiro ou Kiko, foram
determinantes para encarar a cozinha com mais ambição. Até agora, Cátia Santos foi funcionária pública.

Após vinte anos, dez na Câmara de Faro e outros tantos na de Silves, deixou a profissão de vez para abraçar este projeto e uma renovada paixão pela gastronomia e culinária.

«Aceitei porque este não é um restaurante típico. Todos os dias, há que desafiar a imaginação. Tenho a sorte de me deixarem ter liberdade de criação», salientou.

A chef já foi proprietária de um restaurante, em Silves, mas acabou por encerrá-lo. «Uma loucura que eu cometi é que quis gerir o restaurante e a cozinha. Nunca mais cometo esse erro. Não há tempo. Deixei de fazer o que mais gostava e só tinha tempo para a burocracia, fornecedores, clientes», resumiu.

Apesar do epílogo desta experiência, Cátia Santos não se desligou da hotelaria e similares. Tem uma página de facebook, onde coloca algumas das receitas que concretiza e já conta no currículo com vários showcookings realizados no âmbito da Rota do Petisco, nos mercados municipais. Foi, aliás, num desses eventos que conheceu Luís Alberto. Nessa altura, foi convidada para outras iniciativas da Junta de Freguesia de Ferragudo, até surgir este desafio.

«Temos frango com molho tandoori, à americana (molho de churrasco e aros de cebola), temos o arroz de frango, semelhante ao arroz de pato, frango à brás ou à portuguesa», enumerou a chef, que muitas vezes se inspira no rico património de receitas tradicionais portuguesas para complementar a oferta das criações exclusivas. Não é raro ver, por isso, Cátia Santos a entregar à mesa os pratos que confecciona aos clientes, pois considera «importante o relacionamento com as pessoas, até para saber quais são as opiniões», concluiu. O novo espaço está aberto de terça-feira a domingo, das 12 às 15 horas e das 18 às 23 horas. Além de buffet ao almoço, o restaurante tem serviço de take-away.

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