O céu de janeiro de 2017

Céu a sul ao início da noite de dia 2. Igualmente é visível a posição da Lua nos dias 3, 9 e 31, e dos planetas Vénus e Marte na última noite do mês.

O início deste ano é marcado pela passagem da Lua junto a Vénus, planeta que durante todo o mês apresentar-se-á como estrela da manhã. Uma efeméride idêntica anuncia a última noite deste mês.
Por seu turno, a presença da Lua a poucos graus a leste de Marte no dia 3 sinaliza o pico de atividade da chuva de estrelas Quadrantidas. Estes meteoros podem ser vistos em qualquer parte do céu, no entanto todos parecem surgir da mesma região celeste: o radiante. No passado, esta parte do firmamento era ocupada pela constelação de Quadrans Muralis, atualmente em desuso, pertencendo hoje em dia à constelação do Boieiro.

Apesar de se tratar de um evento que pode ser bastante intenso, como o seu pico de atividade é bastante curto (durando poucas horas) e como este ano ele tem lugar durante o dia, mesmo em condições de observação ideais iremos ver no máximo uma dezena de meteoros por hora.

No dia 4, véspera do quarto crescente, a Terra atinge o ponto da sua orbita mais próximo do Sol: o periélio. Isto sucede numa altura do ano em que o hemisfério norte está voltado na direção contrária à do Sol. Por este motivo em Portugal os dias são mais curtos e o Sol está mais baixo no céu do que há seis meses. Este facto, e não a nossa distância ao Sol é o responsável por esta altura do ano ser inverno no nosso país.

Dia 9 iremos encontrar Mercúrio ao pé de Saturno e a Lua junto a Aldebarã, o olho da constelação do Touro. Mas enquanto estes planetas só nascem ao final da madrugada, a Lua será visível durante quase toda a noite.

Céu a leste pelas seis horas e meia da madrugada de dia 4 onde se pode ver o radiante da chuva de meteoros Quarantidas. Também é indicada a posição da Lua nas madrugadas de dia 19 e 24.

A Lua Cheia terá lugar no dia 12 junto à constelação dos Gémeos. Neste mesmo dia, Vénus atinge o seu maior afastamento angular (elongação) para leste relativamente ao Sol. Um dia depois, a Lua irá passar ao lado do aglomerado estelar da Colmeia (também conhecido como o Presépio), este é constituído por mais de um milhar estrelas que se formaram juntas.

Já na madrugada de dia 15, a Lua ter-se-á deslocado até ao pé de Régulo, o coração da constelação do Leão.

Aquando do quarto crescente, de dia 19, o nosso satélite natural poderá ser visto a poucos graus a Norte de Júpiter. Neste mesmo dia, Mercúrio atinge a sua maior elongação para oeste continuando a apresentar-se como estrela da alvorada, tal como o fará durante todo o mês.

Dia 24 a Lua estará ao lado de Saturno, e ao início de dia 26 já se terá deslocado até à vizinhança de Mercúrio. Finalmente a Lua Nova dar-se-á ao início de dia 28. Boas observações!

Artigo de Fernando J.G. Pinheiro (CITEUC) ao abrigo do projeto Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

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