Novo Audi Q7 celebra o sucesso da marca

O novo Audi Q7 materializa uma década de evolução para uma marca que está a viver o momento de maior sucesso da sua história.

O Q7 de 2005 foi o primeiro SUV (Sport Utility Vehicle), ou em português, veículo utilitário desportivo, da Audi. Foi um passo lógico para uma marca cuja imagem se apoiava – e continua a apoiar – em grande parte no poder de atração comercial do seu sistema quattro. Nenhuma outra marca premium tem na tração integral um fator tão importante no seu mix de vendas ou naquilo que é a perceção do mercado em termos do que ela representa.

Mesmo nos modelos mais compactos, como o A1 ou o A3, sempre que uma unidade particular está equipada com o sistema quattro tem logo uma aura diferente, algo que não acontece num BMW ou Mercedes de tração às quatro rodas. Essa especificidade dos Audi sente-se em cada momento da condução, com uma diferença muito marcada entre modelos com e sem o sistema quattro, o que faz todo o sentido e marca a importância de ser 4×4 quando se fala de um Audi.

Hoje, é óbvio que o segmento dos SUV não pode ser negligenciado, com todas as marcas a apostarem com cada vez com mais força. Contudo, há dez anos a realidade era diferente. A tendência dizia que o crescimento seria exponencial, mas garantias não existiam. Qualquer novo modelo não tinha um futuro de sucesso assegurado. A verdade é que esse crescimento se veio a concretizar e a aposta da Audi num SUV de grandes dimensões como pioneiro da marca neste estilo de automóvel revelou-se acertado.

As dimensões do Q7 original adaptavam-se na perfeição ao mercado americano, mas sem descurar os gostos europeus. A primeira geração foi um sucesso de vendas imparável durante os dez anos que esteve em produção. Os resultados conseguidos provaram que havia espaço para outras derivações, um pouco mais abaixo na gama, às quais a marca chamou até agora de Q5, Q3 e de Q2, a mais recente coqueluche da marca, apresentada esta semana no Salão de Genebra.

O novo Q7 é um enorme salto tecnológico em relação ao carro que substitui. Teria mesmo que ser assim, pois esta é a plataforma que também está na base do primeiro SUV da Bentley, o Bentayga, e que fará parte do próximo Porsche Cayenne e do primeiro SUV com o touro da Lamborghini. Não poderia haver melhor garantia de qualidade do que esta, portanto.

O maior Audi de toda a gama está 325 quilogramas mais leve que o seu antecessor. E, se o seu design exterior não surpreende como o original, a sua estética está inegavelmente mais moderna. Incorpora na perfeição as linhas que definem a linguagem da marca.

A vista de perfil denuncia proporções mais semelhantes a uma carrinha de grandes dimensões do que aquilo que tradicionalmente se espera de um SUV. Mas quando a familiaridade começa a assentar, o Q7 faz todo o sentido e demonstra que o mercado pode estar em busca de SUVs que pareçam mais pequenos, sem o serem na realidade. O futuro dirá se a Audi começou aqui algo novo.

No interior a evolução é impressionante, com um ambiente que respira inovação, qualidade e bom gosto. Os materiais como o alumínio e a pele combinam com muita facilidade e todos os comandos denotam um cuidado de execução raro até para o segmento.

O espaço a bordo é o que se espera num automóvel desta dimensão. Os sete lugares aumentam ainda mais a já de si vincada veia familiar.
A Audi tinha no parque de imprensa o previsível best-seller no velho continente, o Q7 3.0 TDI com o excelente motor de 6 cilindros (V6) de 272 cavalos e caixa automática tiptronic de oito velocidades. Este V6 é um dos melhores motores diesel do mundo. E a significativa redução de peso a que o Q7 foi sujeito ajuda-o a brilhar ainda mais, oferecendo melhores performances e consumos.

O carro que conduzi demonstrava bem todo o poderio técnico dos alemães, incluindo suspensão pneumática, o sempre importante sistema quattro, eixo traseiro auto-direccional, virtual cockpit, faróis Matrix LED, Night Vision e muito mais.

Na estrada, o Q7 não oferece uma experiência de condução tão envolvente como um A4 ou um A6. E nunca apela a que se saia da auto-estrada para ir pela estrada de serra, mas certamente que não é isso que os clientes-alvo procuram.

O que o Q7 oferece é uma impassível sensação de qualidade em todos os momentos. E a noção de que se está a conduzir um automóvel que espelha o topo da engenharia automóvel atual. O que também transparece é que era exatamente isso que os engenheiros alemães procuravam e não uma referência de condução desportiva.

A Audi teve em 2015 o seu melhor ano de sempre nos mercados globais e os primeiros meses de 2016 têm sido ainda melhores, o que faz antever mais um ano recorde. O Q7, por sua vez, acaba de vencer o prémio Crossover do Ano em Portugal, entre outros reconhecimentos internacionais que tem vindo a colecionar e duplicou as vendas todos os meses desde que o novo modelo chegou ao mercado a meio de 2015. Para quem gosta de SUVs, é um automóvel impossível de ignorar.

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