Luís da Cruz vende fotografia icónica para ajudar a repor florestas ardidas

Durante um trabalho de reportagem sobre sítios arqueológicos, na zona de Cachopo, o fotógrafo louletano Luís da Cruz deparou-se com uma azinheira centenária que o impressionou.

«Na altura, andava por lá e vi esta árvore muito antiga. Achei-a um ser vivo tão lindo, tão imponente que fiz um enquadramento e não resisti a fotografá-la», recordou ao «barlavento».

Agora, depois dos catastróficos incêndios que assolaram o país, Cruz está a vender impressões desta foto (em formato 40x50cm) por 20 euros. A iniciativa não tem fins lucrativos, mas um objetivo solidário.

«Com este dinheiro comprometo-me a comprar árvores autóctones para serem plantadas onde for necessário na nossa floresta portuguesa. Tive esta ideia para motivar e envolver as pessoas que possam estar interessadas a contribuir para a recuperação da floresta, a troco de um retorno, que é a fotografia desta azinheira».

Os interessados podem contactar o autor pelo telemóvel 916 854 598 ou e-mail [email protected]

Luís da Cruz (Loulé, 1968) é fotógrafo profissional desde 1990. Formou-se em Fotografia na Universidade Koninklijke Academie Van Beeldende Kunsten (Haia, Holanda) e é Mestre em Belas Artes pela Universidade AKV St. Joost (Breda, Holanda).

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 2002/3. Fotógrafo de tendência documental que tem desenvolvido um trabalho que explora, de forma subjectiva e crítica, os espaços, os usos e comportamentos da vida tanto urbana como rural, indo ao encontro de uma visão que privilegia a sensibilidade antropológica. Tem desenvolvido um trabalho com maior enfoque na paisagem humanizada.

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