Centro de Educação Ambiental de Marim celebra Dia Mundial das Zonas Húmidas

O Centro de Educação Ambiental de Marim, em Olhão, celebra amanhã, 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas.

A efeméride coincide com os 36 anos da Ria Formosa como Sítio Ramsar, daí que o programa tenha início às 9h30 com um workshop sobre serviços ecossistémicos «Pradarias para quê?» por Rui Santos e Carmen de los Santos de Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve. A iniciativa destina-se a mariscadores, viveiristas, pescadores, empresas marítimoturísticas e de turismo de natureza.

Mais tarde, às 12h00, será inaugurada uma exposição de desenhos do grupo «Urban Sketchers Algarve», que ficará patente até 28 de setembro.

A 2 de fevereiro celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, instituído pela Convenção de Ramsar, com o objetivo de sensibilizar a população mundial para a importância e premência da conservação destes ecossistemas e do uso sustentável dos recursos que disponibilizam.

Em 2018, a Convenção propõe para a comemoração do Dia Mundial das Zonas húmidas a temática «Zonas Húmidas para um futuro urbano sustentável», destacando o contributo das zonas húmidas urbanas em tornarem as cidades mais habitáveis. Desempenham um importante papel no controlo de inundações provenientes de forte precipitação, na manutenção da qualidade da água e do ar, como fonte de água potável, meio de subsistência e garante do bem-estar humano.

A Convenção sobre Zonas Húmidas, também conhecida como Convenção de Ramsar, por ter sido assinada na cidade Iraniana de Ramsar, a 2 de fevereiro de 1971, é considerada o primeiro dos Tratados globais sobre conservação da natureza, tendo presentemente 169 partes contratantes. Segundo a Convenção, a definição de Zonas Húmidas inclui todos os ambientes aquáticos do interior e a zona costeira marinha.

O Estado Português assinou esta Convenção em 1980 (Decreto n.º 101/80, de 9 de outubro), comprometendo-se a designar Zonas Húmidas para inclusão na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional (Sítios Ramsar) e a promover o uso sustentável das suas zonas húmidas. Atualmente são 31 os Sítios Ramsar existentes no País, 18 em território continental e 13 no arquipélago dos Açores, designados de acordo com critérios ecológicos, socioculturais e paisagísticos.

As cidades e as zonas húmidas têm uma longa história comum. As primeiras cidades surgiram nas férteis planícies fluviais dos rios Tigre e Eufrates, onde os povos ancestrais podiam praticar a agricultura, ter acesso à água e assegurar o transporte de bens.

Atualmente metade da humanidade – cerca de 4 mil milhões de pessoas – vive em áreas urbanas e esta proporção pode atingir 66 por cento em 2050.

À medida que as cidades se expandem e necessitam de mais área, aumenta a tendência para invadir as zonas húmidas, que se degradam, sendo muitas vezes drenadas e aterradas para se construir sobre elas. Mas se deixadas intactas ou quando são recuperadas, tornam as cidades mais habitáveis.

Já a Barlavento, está prevista uma ação de voluntariado de remoção de chorão nas dunas de Alvor.

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