Ativistas prometem retomar a luta contra a prospeção de petróleo ao largo de Aljezur

O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) já reagiu à intenção do governo autorizar as concessionárias GALP e ENI a realizar 60 dias de operações até 2019, e fazer um furo entre os 2500 e os 3000 metros de profundidade no mar, ao largo de Aljezur.

Em nota enviada às redações, o MALP apela «à população do Algarve que erga a sua voz contra o governo de António Costa por ter aprovado à sucapa a licença de prospeção e exploração de petróleo no mar do Algarve e do Alentejo, ao largo de Aljezur, no passado dia 11 de Janeiro».

O Movimento Algarve Livre de Petróleo considera «indecente que o governo da geringonça tenha feito tábua rasa às mais de 40 mil participações dos cidadãos que se pronunciaram em consulta pública contra a exploração de petróleo pelo consórcio ENI/GALP e considera a mais completa falta de respeito pelos cidadãos que foram chamados a participar desta consulta pública».

Os ativistas interrogam-se também «sobre a concepção de democracia do Governo subjajente a uma decisão que ignora por completo a vontade maioritária das populações locais e pergunta para que serve afinal uma consulta pública?»

O movimento «apela ainda às populações do Algarve e Alentejo que se levantem novamente em manifestações, petições, ocupações do espaço público e participação ativa na campanha eleitoral autárquica que se aproxima, de forma a exigir a travagem imediata da prospecção e exploração de petróleo nas regiões do Algarve e do Alentejo, e lamenta que «afinal os senhores autarcas, o presidente da comissão permanente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, as Associações de Turismo da Região, a AMAL e outros órgãos importantes da região sejam impotentes e desrespeitados por um governo que afinal não os escuta».

Segundo uma autorização da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, assinada a 11 de Janeiro de 2017 pelo director-geral Miguel Sequeira, publicada no website do Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo Nacional, a ENI e a GALP podem realizar furos no fundo do mar entre o Algarve e o Alentejo, até 3000 metros de profundidade. A ENI e a GALP podem, durante 60 dias, fazer o furo Santola1X, bastando para tal avisar o governo com 10 dias de antecedência. O documento pode ser lido aqui.

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