Salas do pré-escolar na Lejana só podem contar com uma auxiliar

Há um ano que a falta de animadoras sociais para as três salas do ensino pré-escolar na escola da Lejana, em Faro, deixa os pais inconformados. Apesar da Câmara Municipal de Faro ter justificado ao pai de um aluno deste estabelecimento que «não existem requisitos legais que permitam ao município contratar animadores para colmatar situações de baixas, faltas», pois «estão contratados três animadores para três salas». A autarquia afirma ainda que atendendo à situação verificada, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Agrupamento, iniciará ações de formação para assistentes operacionais, que tenham as habilitações necessárias (12º ano), que lhes permitam adquirir as competências necessárias para a sua requalificação na categoria de animador». A autarquia afirma ainda esperar solucionar o problema de falta de animadores no Agrupamento o mais breve possível.

Alexandre Pinto, um dos progenitores de uma das crianças que frequenta aquele estabelecimento de ensino, mostra-se perplexo com a resposta da Câmara Municipal de Faro, «pois respondem a dizer que existem três animadoras para três salas, quando é mentira. Aliás como é possível nesta altura virem fazer uma afirmação deste tipo, quando este problema arrasta-se desde o ano passado?».

Quando Alexandre Pinto enviou a mensagem anterior, no final de fevereiro, só havia uma animadora para três salas, segundo relata. Agora, a única funcionária está doente e as crianças ficam ao cuidado de uma auxiliar. «Por outro lado, dizem-me na segunda parte da resposta que irão iniciar ações de formação relativo a um problema que se arrasta pelo menos desde maio do ano passado. Iniciar quando? Porque não o fizeram já? Estão à espera do final do ano letivo para passar a ser um problema do próximo ano letivo?», questiona ainda este pai descontente.

Após mais uma semana de impasse e sem uma resposta conclusiva por parte da Câmara Municipal de Faro, Alexandre Pinto informou o «barlavento», que «o assunto foi remetido ao Ministério de Educação, pela mão dos deputados do Bloco de Esquerda, para se pronunciarem sobre o caso, que para além de ilegal e de prejudicar a educação das crianças, teima em não ser resolvido».

«Mais uma vez e sem estar conformado com esta impassividade, reforço os anteriores pedidos para que este assunto não seja esquecido e que surja uma solução urgente», pediu em e-mail enviado à autarquia e às várias entidades com competência na matéria, no passado dia 17 de março.

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