Escola da Mexilhoeira da Carregação será a primeira da geração smart

Novas tecnologias serão um ativo importante no novo Centro Escolar, que pretende ser pioneiro e inovador no concelho de Lagoa.

O Centro Escolar da Mexilhoeira da Carregação passará a ser um estabelecimento de referência, pelo menos no que toca à utilização das novas tecnologias de informação aplicadas ao ensino. «Queremos criar já naquele espaço a tal escola do futuro, na qual vamos adotar tecnologia recente e inovar, quer pela distribuição dos alunos em sala, quer nas valências e no material autodidata que as crianças irão ter. Vai ser uma escola smart, cruzando até com a nossa filosofia de smart city», garantiu Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, em declarações ao «barlavento».

O objetivo destes equipamentos de ponta será motivar a aprendizagem e privilegiar uma interação construtiva e didática com os alunos. No entanto, a escola terá também um espaço exterior que permitirá manter os mais pequenos em contacto com a terra e com as brincadeiras ao ar livre.

«Vai ser uma escola pioneira aqui em Lagoa, de certeza absoluta, e talvez da região. Quando fui à Alemanha visitar este tipo de estabelecimentos de ensino, num deles disseram-me que gastaram cerca de 4 milhões de euros para dotá-lo com este género de valências. Até a sala de trabalhos visuais, além de todas as ferramentas que tinha, assentava muito na informática e nos meios de projeção. Naquela escola todos os alunos tinham tablets com ligação à internet. Era mesmo visto como uma ferramenta», contou o autarca.

Em Lagoa, o investimento não será tão pesado e contará com algumas intervenções de fundo, que irão alterar por completo a atual estrutura do Centro Escolar da Mexilhoeira da Carregação. Ainda assim, será um milhão de euros de investimento só na vertente da construção. Será acrescido de um valor para dotar em termos de mobiliário e equipamentos. Sob a filosofia de smart city que já implementou algumas parcerias no concelho, poderão assim surgir outras para esta escola. «Dentro de parcerias que temos criado, até muitas necessitam de efetivamente colocar em prática os instrumentos que têm. Isso também já foi conversado e poderá ser concretizável», adiantou.

Esta intervenção está assinalada há mais de dez anos na Carta Educativa de Lagoa, como devendo ser alvo de uma ampliação. Nunca avançou, porém. Serve hoje 150 crianças do jardim de infância e 1º ciclo.
E ainda apresenta a traça tradicional das escolas criadas durante o Estado Novo.

Logo quando iniciou o mandato, o edil reuniu com uma munícipe que o alertou para o facto de ser essencial a instalação de uma cobertura no polidesportivo da escola para as crianças poderem fazer ginástica resguardados de chuva e sol.

«Nessa altura encomendei logo um estudo aos técnicos, com orçamentos. Tínhamos tudo. Mais tarde, em várias conversas, verificámos que devia ser realizada uma intervenção mais profunda e mandei parar o projeto. Fez-se um novo, desta vez, respondendo às valências todas. No entanto, era pôr mais edificado dentro daquele espaço. Estávamos quase a chegar a um ponto em que cabia lá tudo, menos as crianças», argumentou.
Então, ao ver o projeto no seu gabinete, o autarca lembrou-se que há terreno junto à escola que não está urbanizado. «Coloquei a hipótese de adquirir a faixa de terreno. Fomos verificar quem era o proprietário e, em vez de criar uma enorme área de edificado agregado, colocámos em cima da mesa a hipótese de distribui-lo», recordou Francisco Martins.

Os serviços municipais constataram que parte do terreno adjacente ao Centro Escolar da Mexilhoeira da Carregação era área de cedência ao município, enquanto o outro lote era de um particular. «Entrei em negociações com o proprietário que concordou vender ao município. Aí pedi ao técnico, o mesmo que tinha feito o anterior, para me fazer um estudo prévio, um croqui da ampliação», acrescentou.
Um par de anos depois, e com a solução na mão, o autarca afiançou que conseguiu dar destaque ao edifício, o qual implementa todas as valências como sala dos professores, refeitórios, salas de jardim de infância, biblioteca e muito espaço exterior. O polidesportivo terá uma nova orientação, cobertura e será um espaço muito amplo. «Sendo uma aposta minha, em termos de ideias para um próximo mandato, a educação é precisamente um dos alicerces que nós já abraçamos», disse.

A este respeito, Francisco Martins tem dado a cara à comunidade, tendo feito duas apresentações (uma a professores e outra a pais, crianças e encarregados de educação) da escola, que mereceu uma receção muito positiva.

«O projeto apresentado foi ao encontro daquilo que eram os anseios das pessoas, porque gostaram e manifestaram o seu agrado. Claro que perguntaram se isto efetivamente era para andar. Assumi que é para iniciar a obra, no mínimo, em abril ou maio do próximo ano, porque mesmo nós lançando o procedimento no final deste ano, em outubro, depois das eleições, sei que o concurso público levará seis meses», defendeu.

Esta intervenção não criará qualquer tipo de constrangimento ao funcionamento normal das aulas, uma vez que a obra é feita no terreno adjacente. Quando estiver executada, as crianças passam para essa ala e é feita a empreitada no atual edifício. «Não precisamos de interrupção letiva para iniciar as obras, mas será um ano de construção. Vamos tentar que seja o mais rápido possível, mas se começar em 2018, acaba em 2019, para começar em funcionamento no ano letivo 2019/2020», concluiu.

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