Creche Rainha Santa visitou Bombeiros de Portimão

Usar a linha de água do autotanque dos bombeiros foi o que despertou maior curiosidade dos mais novos.

No final da visita, na semana passada, as duas dezenas de crianças de dois e três anos que frequentam a Creche Rainha Santa, na Santa Casa da Misericórdia de Alvor, queriam, na maioria, vir a ser bombeiros quando crescerem. Apesar de ainda não saberem o que implica ser bombeiro e muito menos o que faz na realidade um soldado da paz, nem os riscos que corre, todos ficaram fascinados com o que viram no quartel da corporação portimonense. Afinal quem não sonhou quando era petiz?

Tiveram direito a visitar todo o espaço, desde as salas operacionais ao parque de viaturas, a entrar num carro de bombeiros, a ligar a torneira de um dos autotanques e até a experimentar capacetes.
Numa verdadeira sessão de esclarecimento ao vivo, o sub-chefe Paulo Gonçalo, da corporação dos Bombeiros Voluntários de Portimão, explicou, por exemplo, que quando se liga para o 112, para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a chamada poderá chegar a um dos três centros do país (Lisboa, Porto ou Coimbra). Adiantou também que há uma tentativa de criar um centro do género em Faro, para que cada vez que alguém marque este número de socorro no distrito, a chamada seja encaminhada para esse centro.

Para já, além do 112, os residentes em Portimão podem utilizar a Linha Proteção 24 (808282112) que está disponível para a central. À comitiva Paulo Gonçalo disse ainda que «o primeiro agente de proteção civil é cada um de nós, havendo depois os outros agentes que ajudam a resolver os problemas do dia a dia na sociedade». É o caso dos bombeiros.

Apesar de uma plateia um pouco distraída, o sub-chefe que está habituado a lidar com os mais novos, contou ainda que existe uma escola de cadetes e infantes para crianças dos 6 aos 16 anos, que até já tem uma enorme lista de espera, apesar de só funcionar há dois anos.

«Todos os sábados damos pequenas formações a essas crianças», sendo adaptadas às idades dos formandos, esclareceu. Por isso, os 29 alunos são divididos por grupos, conforme a idade, para aprender primeiros-socorros, combate a incêndios urbanos, ou seja, tudo o que um bombeiro aprende para se tornar operacional. «Com a crianças mais novas, por exemplo, usamos uma mangueira mais pequena, mas serve para aprendem na mesma a manusear», detalhou. A ideia é que sigam a profissão no futuro. Muitos garantem que sim, mas o sub-chefe não tem dúvidas que para seguir estas pisadas há mesmo que ter paixão e o gosto em «servir e ajudar o próximo».

«Começamos a vender algumas coisas para ganhar alguns fundos para a escola, para comprarmos equipamentos, de forma a não sobrecarregar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão com mais uma despesa», disse. A formação dura todo o ano, apenas sendo interrompida em agosto. «Este verão, os jovens foram chamados para fazer vigilância. Estiveram no terreno», em pequenos grupos, acompanhando os bombeiros da corporação.

E foi mesmo a prática que levou os mais novos a tomarem atenção ao que existe no quartel, quando tiveram de pegar numa pequena mangueira, atravessar um dos veículos, com a ajuda de educadoras e dos bombeiros ou até mexer no equipamento da corporação. A visita foi ainda acompanhada por Mário de Freitas, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alvor e também membro da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão.

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