Vilamoura terá a maior lavandaria industrial do país

É uma das novidades avançadas pelo grupo Garvetur/ Enolagest no encontro anual com a imprensa.

A Alvarsol, empresa co-fundadora da holding Garvetur/Enolagest, já é a maior lavandaria industrial do Algarve, mas, a curto prazo, o objetivo é bem mais ambicioso: tornar-se a maior operadora do sector em Portugal. Quem o diz é Orlando Lopez, 53 anos, diretor da Alvasol, em declarações ao «barlavento», à margem do encontro anual com a imprensa, na quarta-feira, 5 de abril, no Centro de negócio e serviços Vilamoura Jardim, sede desta holding.

O responsável explicou que «2016 foi um ano de retoma e de novas parcerias». Já 2017 trouxe a «expansão da Alvarsol para as áreas de Lisboa e Coimbra». Na capital, «conseguimos fechar uma parceria com a maior e mais moderna lavandaria, a Regina».

«Em 2016 investimos 1,1 milhões de euros e este ano faremos novo reforço de mais 500 mil euros. Penso que, ainda em 2017, conseguiremos ser a lavandaria com a maior capacidade de produção e instalações do país», revelou.

«Hoje estamos perto das 21 toneladas diárias, mas com este reforço de investimento deveremos atingir 24 toneladas diárias» de roupa limpa. A partir de junho, a Alvarsol apostará num novo «sistema de inovação mais amigo do ambiente» com o qual pretende reduzir «em 40 a 50 por cento o uso de químicos» bem como «diminuir a utilização de água e energia em 50 por cento».

Os hotéis de cinco estrelas perfazem 95 por cento dos clientes da empresa, e Lopez garante que «há mais interessados nos nossos serviços. Mas as nossas instalações já estão apertadas» para aceitar mais clientes. Por isso, «em 2018 teremos mais investimento a nível de área de construção para aumentar o espaço» de forma a albergar a nova maquinaria, e assim dar resposta à grande demanda do mercado.

Outra das grandes novidades para este ano é a aposta na prestação de serviços de lavandaria aos hospitais. Até agora, toda a roupa hospitalar era tratada por empresas de Lisboa ou do Norte. Lopez quer conquistar também esse mercado. «Para isso serão criadas novas instalações que irão servir, inicialmente, sobretudo os hospitais privados do Algarve, mas mais tarde gostaríamos de conseguir alcançar os hospitais públicos», referiu.

A Alvarsol presta atualmente serviços de lavandaria e limpeza a seco nos setores hoteleiro, restauração e doméstico. A empresa existe desde 1983 e emprega atualmente cerca de 46 trabalhadores, número que, entre maio e outubro, ascende aos 70.

Faturação de 32 milhões de euros em 2016

Os 32 milhões de euros faturados pelo grupo Enolagest em 2016 representam um aumento de quase cinco por cento relativamente ao período homólogo em 2015. Este ano, prevê-se «aumentar esse crescimento para os dois dígitos», um objetivo que Reinaldo Teixeira, o administrador do grupo, considera «possível em função da gestão e objetivos traçados para as empresas» que deverão ser potenciados pela «conjuntura económica positiva que já se verifica». «A nossa principal ambição é sobretudo dotar as 38 empresas associadas no grupo de estratégias de gestão que permitam um crescimento sustentado», salientou o empresário. O grupo é constituído por capitais nacionais e atualmente garante mais de 480 postos de trabalho, em mais de 53 delegações, distribuídas por todo o Algarve, pelo país e também no estrangeiro.

Algarve Cluster Multiusos

O projeto Algarve Cluster Multiusos está «a avançar» e, segundo Reinaldo Teixeira, surge como uma «aposta em ativos estratégicos que permitam criar valor para as empresas e para a economia regional». Já foi reconhecido como tendo «interesse regional e está em fase de desenvolvimento no Plano de Pormenor do Núcleo de Desenvolvimento Económico (NDE) na Câmara Municipal de Loulé. Representa um investimento de 300 milhões de euros e prevê-se que venha a criar 2000 postos de trabalho diretos e indiretos. Ficará localizado no nó da Via do Infante (A22) que dá acesso a Loulé, Vilamoura e Quarteira».

Reinaldo Teixeira adiantou ainda que «já estão em curso negociações com promotores internacionais de parques temáticos» e que o espaço albergará um «Centro de Congressos ao ar livre e uma zona fechada de 3500 lugares». Embora as tipologias de uso já estejam definidas, neste momento os promotores estão a «estudar volumetrias de construção e áreas de construção e implantação e arquitetura. «Muito vai depender dos parceiros. Mas com certeza vai ser uma menina muito bonita», concluiu.

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