«No inverno o Algarve tem que mostrar que está vivo»

O seminário «Alternativas ao Turismo de Sol e Mar – o exemplo do caso alemão», que decorreu no Museu de Portimão, na quinta-feira, 12 de abril, apontou o que ainda falta ao Algarve para conseguir atingir os objetivos de um destino turístico sustentável ao longo do ano.

Na iniciativa promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, com a empresa de formação DUAL, a secretária de Estado do Turismo Ana Mendes Godinho elogiou a organização por estar a debater este tema «no momento certo», pois apesar dos bons resultados, «é preciso olhar para o futuro».

«O mercado alemão é crucial e tem tido um desempenho muito importante nos indicadores turísticos em Portugal. Desde o início deste governo assumimos como prioridades alargar o turismo a todo o ano, sempre com a preocupação de que tem que ser uma atividade sustentável. Se não o for não consegue ter trabalhadores todo o ano, não consegue inovar, nem captar investimento», justificou. Foi, por isso, essencial ouvir os mercados para perceber como os turistas viam Portugal. A Alemanha, quarto mercado emissor e segundo em Portugal a nível de dormidas e estadia média (9,6 dias), foi um dos mercados ouvidos. A tutela reuniu com operadores, agências de viagem, bloggers e jornalistas para saber o que fazer, nos próximos dez anos, para «implementar um conjunto de medidas que tornem o turismo sustentável ao longo do ano» e como o mercado vê Portugal.

A verdade é que as respostas mostraram que o destino ainda é conhecido pelo sol e mar, havendo falhas na divulgação da restante oferta existente. Outro dos pontos assinalado foi as ligações aéreas. Como pontos fortes mencionaram «a paisagem, o clima, a hospitalidade e a segurança», enumerou a secretária de Estado do Turismo.

Por esta razão, a tutela assumiu como aposta responder a estes desafios, com a captação de ligações aéreas, a requalificação da oferta, com 600 milhões em investimento apoiado, em projetos turísticos, a diversificação do produto, captação de congressos e parceria com a cultura para criar eventos no ano todo. Ana Mendes Godinho alertou, porém, para a necessidade de implementar esta estratégia, pois o «Algarve, no inverno, tem que mostrar que está vivo, com restaurantes abertos, programação» cultural e oferta diversificada e qualificada.

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