Empresas do distrito de Faro apresentam pior situação financeira do país

Evolução financeira das empresas do distrito de Faro para 2017 é vista pelos empresários como um dos principais problemas da região.

Na segunda edição do Estudo Nacional de Competitividade Regional, recentemente lançada pelo portal Zaask, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, e que contou com a colaboração de 1321 empresários portugueses, Faro apresenta-se como o distrito onde as empresas apresentam pior situação financeira a nível nacional.

O valor médio dado pelos empresários é de 2,49 quando a média nacional se situa nos 2,8 pontos.

As empresas do distrito encontram-se posicionadas em último lugar (2,59) relativamente às receitas geradas, face aos 3,06 de média nacional, refletindo um decréscimo em comparação com o ano anterior (2,85).

Os valores cobrados aos clientes, posicionam o distrito em penúltimo lugar a nível nacional (2,61 face 2,83), representando também um decréscimo face ao estudo realizado em 2015 (2,68).

Apenas 19 por cento dos empreendedores do distrito reconhece a existência de programas de formação oferecidos pelas entidades governamentais, em comparação aos 33 por cento registados em 2015.

No entanto, este é um valor que se encontra dentro da média nacional. Dos empresários que identificaram estas iniciativas, 80% considera existir um défice nas atividades oferecidas.

Ainda assim, Faro registou uma evolução no aconselhamento de abertura de novos negócios face ao estudo anterior (de 3,37 para 3,88), sendo possível observar uma evolução do acompanhamento prestado bem como na facilidade de recrutamento.

Todos os dados apresentados fazem parte de uma escala de 1 a 5. Aceda ao estudo completo aqui.

A Competitividade no distrito
Comparativamente ao estudo anterior, existiu uma melhoria significativa do panorama empresarial português, com 63 por cento dos empresários inquiridos a aconselhar o lançamento de um novo negócio, em contraste com os 49 por cento no ano anterior.

De realçar, ainda, que apesar da melhoria significativa da economia nos distritos, foi registado um aumento de 5 por cento (37 por cento em 2015 e 32 por cento em 2016) no grau de dificuldade de recrutamento, relativamente ao ano anterior. Apenas 15% dos empresários portugueses encara esta tarefa com facilidade.

Apoio do governo regional/local
O nível de acompanhamento por parte do governo regional/local a pequenos empreendedores e empresas foi o que registou a avaliação mais negativa, com 66% dos empresários a considerar o apoio mau ou insuficiente. Uma análise baseada no país de origem dos empresários permite perceber que junto dos profissionais espanhóis há um maior conhecimento sobre Programas de formação para pequenos empreendedores: cerca de 41% dos espanhóis conhecem estes programas de formação, contra 19% dos profissionais portugueses.

Da mesma forma, 81% dos empresários portugueses admitiram não conhecer a oferta de programas de formação, sendo os programas de networking ainda menos conhecidos entre os inquiridos. Ainda assim, face aos 10% registados no ano anterior, 16% afirma ter conhecimento dos mesmos.

Dados sobre a empresa
No estudo de 2015, relativamente à situação atual da empresa, mais de metade dos empresários encaravam a sua situação como razoável (53 por cento). Já em 2016, o indicador sobe ligeiramente e esta avaliação atinge os 59 por cento.

No que concerne às receitas, os empresários espanhóis revelam, uma vez mais, uma avaliação mais negativa do que os portugueses: 31 por cento considera que as receitas diminuíram muito ou um pouco face a 25 por cento dos empresários portugueses. Por outro lado, 36% dos empresários portugueses referiram que as suas receitas aumentaram em 2016, face aos 33 por cento em 2015 que o afirmaram.

Situação económica nacional/distrito
Quando questionados sobre a situação económica nacional, 60 por cento dos empresários consideram ser razoável, boa ou muito boa. Com base no mesmo indicador, apenas 43 por cento o avaliou desta forma em 2015.

Apesar da maioria dos empresários portugueses olhar com bastante pessimismo para a economia nacional, importa salientar que existiu um decréscimo na ordem dos 9 por cento (14 por cento em 2015 e 5 por cento em 2016). Já no que respeita à economia dos seus distritos, a larga maioria (68 por cento), considera a situação, razoável, boa ou muito boa.

Algumas curiosidades sobre os distritos
Portalegre e Viana do Castelo voltam a destacar-se no pódio dos distritos em que existe maior facilidade em contratar, enquanto Bragança foi o distrito que registou a maior evolução neste processo.

Portalegre é o distrito com maior acompanhamento por parte dos órgãos locais e regionais, sendo, simultaneamente, o distrito onde se verifica um maior aumento no número de receitas e o que apresenta melhores resultados.

As Regiões autónomas dos Açores e Madeira são as que mais conhecem a existência de ações de formação e de programas de networking, sendo também a Madeira uma das regiões com maior acompanhamento por parte das entidades locais.

Lisboa, em comparação com o Porto, registou melhores resultados em termos de acompanhamento, recrutamento, programas de formação e networking, no entanto, apresenta piores resultados financeiros, uma maior descida no número de receitas e um maior pessimismo em relação à evolução da situação económica das empresas e do distrito, comparativamente com os portuenses.

Viana do Castelo é o distrito que apresenta melhor perspetiva de evolução nos próximos 12 meses e um dos que mais reconhece a existência de programas de formação.

Sobre o Estudo Nacional de Competitividade Regional
A Zaask realizou, pelo segundo ano consecutivo, o seu Estudo Nacional de Competitividade Regional, através de um inquérito efetuado a 1321 micro, pequenas e médias empresas a operarem em território nacional. A Zaask propôs-se saber, uma vez mais, qual o sentimento dos empresários sobre a competitividade dos respetivos distritos e qual a visão das empresas relativamente à economia nacional e regional. A Zaask é um marketplace online de serviços locais, líder na Península Ibérica. De personal training a pintar uma casa, a Zaask melhora significativamente o processo de contratação de serviços locais, ajudando o cliente a encontrar o profissional certo, a qualquer hora e em qualquer local. Ao mesmo tempo, ajuda os Profissionais e PMEs a aumentar o seu volume de negócios.

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