Banco CTT reforça aposta no Algarve

Os balcões de Loulé e Albufeira (Cerro da Alagoa) abriram na sexta-feira, 18 de novembro, dando continuidade à estratégia de implementação do Banco CTT na região.
Ana Fadista e a equipa da loja de Loulé.

«Este banco nasce como um projeto que já tínhamos há algum tempo dentro dos CTT. Já tinha havido algumas tentativas de fazer um banco postal, porque era o futuro da empresa que queríamos consolidar e seguir. Este sonho já existia e agora conseguimos materializá-lo e ter uma rede própria, com os nossos próprios meios e recursos e dentro da nossa estrutura», descreveu Ana Fadista, diretora comercial sul ao «barlavento», durante a abertura da loja de Loulé.

Na verdade, «trabalhamos com produtos financeiros desde 1911. Agora, agregamos todas as nossas valências e também o know-how das nossas pessoas e criámos um banco que traz uma nova oferta integrada», detalhou. «Neste momento somos um banco de retalho que só se dirige a particulares, ainda não trabalhamos com empresas. Destina-se a todos, mas o sector alvo são os nossos clientes CTT». Contudo, a possibilidade de abrir contas via tablet e os canais digitais que são disponibilizados, estão a atrair um público mais jovem. «O perfil tipo de cliente é transversal a todos os grupos etários e estratos sociais, mesmo que alguns deles venham aos CTT com mais regularidade, e está a surpreender-nos a grande adesão pelos jovens» refere.

André Raposo, dinamizador do Banco CTT acrescenta que «o que se pretende é um banco simples, que as pessoas entendam, que seja transparente. Queremos que os clientes sintam proximidade e sobretudo consolidar toda uma atividade bancária assente em pilares muito importantes para a sociedade».

Ana Fadista não revela quais os objetivos a atingir e admite que é preciso restaurar a relação de confiança das pessoas com o seu banco. «Sem dúvida que a relação de décadas que os clientes têm com os CTT ajuda na captação de novos clientes para o Banco CTT: as pessoas veem no banco uma lufada de ar fresco, um banco sólido no qual podem confiar».

«Nós estamos onde todas as outras empresas já não estão. Todos os dias batemos à porta dos portugueses. Foi também com base nessa proximidade e na confiança que as pessoas têm em nós, e que continuamos a transmitir, que decidimos avançar com o Banco CTT», explicou Ana Fadista. A aposta para angariar clientes assenta na «abertura de conta a custo zero, tal como o cartão de débito, cartão de crédito e transferências. Pelo que sabemos, naquilo que é o horizonte temporal e dos projetos que temos atualmente, essas condições são para manter», garantiu.

Pedro Rodrigues, também diretor comercial sul, ligado aos CTT há mais de 25 anos, diz que, «para nós, sempre foi um desejo antigo ter um banco que hoje é uma realidade. Vem trazer novas valências às lojas e um reforço das competências das pessoas que trabalham connosco, o que é muito importante».

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A equipa da loja de Cerro da Alagoa, Albufeira.

Estão previstas mais duas aberturas, a loja da Penha, em Faro, na sexta-feira, 25 de novembro. E mais tarde, 16 de dezembro, as lojas de Portas de Portugal em Lagos, e a loja de Tavira. Em 2017, abrirão Vila Real de Santo António e Olhão.

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