Vítor Aleixo visitou hoje a montagem de exposição «LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades» em Lisboa

Leonel Silva, diretor municipal da Câmara Municipal de Loulé, Dália Paulo, coordenadora geral da exposição, Joaquim Farrajota, chefe de divisão na Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, António Carvalho, Diretor do Museu Nacional de Arqueologia, Mónica Cruz, arquitecta co-responsável pela museografia da exposição.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé visitou esta tarde o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, para reunir com a equipa que se encontra a realizar a construção e montagem da exposição «LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades», uma iniciativa conjunta dos Museus Municipal de Arqueologia e Municipal de Loulé, onde pode observar no local o andamento dos trabalhos.

A exposição, com inauguração prevista para o início de junho, reúne mais de 500 bens culturais que testemunham os últimos sete milénios de história do maior e mais povoado concelho do Algarve.

Resultante do protocolo de colaboração entre a Direção-Geral do Património Cultural/Museu Nacional de Arqueologia e a Câmara Municipal de Loulé, celebrado a 8 de março de 2016, é uma exposição que se insere numa longa tradição de cooperação do Museu Nacional de Arqueologia com as autarquias.

Comissariada por Victor S. Gonçalves, Catarina Viegas e Amílcar Guerra, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra e Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve, e que associaram aos temas que tratam outros colaboradores, a exposição revela a ocupação humana do território louletano desde a Pré-história à Idade Média com um acervo proveniente de várias instituições do país, que para além de constituir um rico legado arqueológico, revela a relação umbilical que o Museu Nacional de Arqueologia tem com Loulé e o Algarve.

Por uma simples razão: as coleções fundacionais do Museu Nacional de Arqueologia estão intimamente ligadas ao Algarve e a Loulé. Desde logo porque em 1894 foi integrada no acervo do Museu a coleção reunida pelo algarvio Estácio da Veiga, que se tinha proposto então criar o Museu Arqueológico do Algarve. Acresce que o etnógrafo Manuel Viegas Guerreiro, natural de Querença e por consequência louletano, foi Diretor do Museu Nacional de Arqueologia entre 1974 e 1975. Foi também um dos colaboradores mais próximos de José Leite de Vasconcelos, fundador do Museu Nacional de Arquelogia, e um dos mais proeminentes estudiosos e continuador da sua obra.

Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, comentou esta parceria em jeito de previsão, afirmando tratar-se de um dos mais importantes acontecimentos do ano de 2017 para o concelho. «Durante muitos meses iremos estar na montra do país, com uma exposição organizada em colaboração com o Museu Nacional de Arqueologia, na ala poente do Mosteiro dos Jerónimos. Será um momento alto, pois nunca Loulé se mostrou assim».

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