Região Vitivinícola do Algarve já tem Laboratório de Enologia

A Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA) tem em funcionamento o único Laboratório de Enologia da região, tornando possível a realização de importantes análises e dotando o setor produtivo regional de meios técnicos compatíveis com a sua atividade.

Integrado no projeto Algarve Wines & Spirits, cofinanciado pelo CRESC Algarve/Portugal 2020, e promovido pela CVA, foi implementado em meados de fevereiro, o primeiro Laboratório de Enologia do Algarve, localizado nas instalações da CVA em Lagoa, estando apto para a realização análises ao vinho terminado (pronto para consumo); mosto (vinho em fase de produção); e vindima (maturação da uva).

Estes três tipos de ensaios efetuados, estão disponíveis não só para os produtores, como para qualquer entidade pública ou privada que o solicite, através do preenchimento de um boletim de análises e entrega da respetiva amostra, recebendo depois os resultados por via eletrónica.

O laboratório está dotado com modernos e funcionais equipamentos, baseado na análise das amostras por Infravermelhos (FTIR), tecnologia que permite uma boa otimização de custos de operação e manutenção, sendo adequada para obtenção das informações críticas para uma enologia cada vez mais técnica e que necessita de dados rigorosos, desde os níveis de acidez, de PH, ou de açucares, para a tomada de decisões, que se refletem em vinhos de qualidade superior.

O Laboratório da CVA está equipado com o analisador Oenofoss, no qual via tecnologia de infravermelhos é possível analisar vários parâmetros físico-químicos, quer do mosto, vinho ou da própria uva. A técnica de controlo da CVA, Flávia Luz, utiliza a mais recente tecnologia para avaliar e fornecer dados sobre os Vinhos do Algarve a partir do novo Laboratório de Enologia da CVA.

De acordo com o presidente da CVA Carlos Gracias, este laboratório «veio colmatar uma aspiração do setor, pois não existia qualquer laboratório deste género na região. Os produtores terão assim uma ferramenta disponível, em tempo útil para a determinação analítica dos ensaios necessário à gestão das suas produções».

Os produtores algarvios mostram-se bastante receptivos ao laboratório, destacando sobretudo a rapidez e proximidade, como é o caso de João Mariano, da Quinta da Penina, referindo que «apesar de ter uma avença com outro laboratório, este não é da região e tem sempre uma demora acrescida na obtenção de resultados, o que o da CVA vem colmatar».

Mário Santos, produtor da Quinta da Tôr, destaca a importância de «poder acompanhar os vinhos e a uva quase no momento um fator importante para uma viticultura e enologia de sucesso».

Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e gestor do CRESC Algarve 2020, realça as mais-valias e importância regional do laboratório para a região, já que irá «potenciar a transferência de conhecimento para as empresas do setor vitivinícola e garantir a qualidade e segurança dos produtos regionais, é um fator determinante para o desenvolvimento do setor agroalimentar, identificado como domínio emergente na Estratégia de Especialização Inteligente».

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