Quarteira será Laboratório Vivo experimental em 2018

Chama-se «Quarteira EcoLab» e é um projeto para a promoção da defesa ambiental desenvolvido pelo município de Loulé. É uma das 12 candidaturas aos Laboratórios Vivos (Living Lab) aprovadas pelo governo para testar medidas experimentais
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O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, esteve presente na apresentação do «Quarteira EcoLab», na segunda-feira, 21 de agosto, e anunciou que até ao final do ano, o governo distribuirá 4 milhões de euros para que as melhores ideias desenvolvidas neste, e noutros 11 espaços congéneres um pouco por todo o país, passem do papel à prática.

«Com o Laboratório Vivo EcoLab vamos agarrar um pedaço da cidade de Quarteira, isolar essa parte da malha urbana e aplicar critérios que, no futuro, irão vigorar em toda a parte. É um desafio que o Ministério do Ambiente nos colocou e que nós aceitámos. Há tecnologia que nos vai permitir reorganizar a cidade e a vida dos que moram naquele quarteirão à luz da preocupações ambientais atuais. Estou muito feliz por abraçar este desafio e convidar os quarteirenses a envolverem-se neste projeto», referiu Vítor Aleixo presidente da Câmara Municipal de Loulé durante a apresentação do «Quarteira EcoLab».

A tutela, através do Fundo Ambiental, desafiou os municípios portugueses a planearem, desenvolverem e implementarem «laboratórios vivos para a descarbonização», em três fases: concurso de ideias, plano de implementação e execução. Este ano, no decorrer da estratégia municipal que faz face às alterações climáticas, o município louletano apresentou a candidatura «Quarteira EcoLab».

Na fase preliminar foi um dos 12 municípios escolhidos para avançar com a ideia. Aleixo referiu que «das 35 candidaturas selecionadas foram aprovadas 12» e à algarvia foi «atribuído um honroso oitavo lugar. Este executivo tem colocado muita energia e brio» na implementação de um novo paradigma da gestão autárquica. «O ambiente é uma matéria global que se impõe em todo o mundo e a cada um de nós, o nível local, compete-nos fazer a nossa parte».

Com o «Quarteira EcoLab» pretende-se «adaptar em espaço urbano, uma área de teste e demonstração de soluções tecnológicas integradas em contexto real, no que toca aos transportes e mobilidade, eficiência energética, serviços ambientais inovadores e promoção da economia circular», explicou Inês Rafael, uma das técnicas municipais responsáveis. Tudo começou em 2015 quando o município aceitou o desafio de integrar a rede «ClimAdaPT.Local».

«Dos 26 envolvidos a nível nacional, o de Loulé foi o primeiro a definir e aprovar a sua estratégia, a 8 de junho de 2016, a qual definiu de Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC)». O ministro do Ambiente Matos Fernandes explicou que «aquilo que queremos para já é transformar ideias em projetos. Até meados de novembro, este laboratório tem de ser apresentado ao pormenor e depois, iremos mesmo financiar as melhores ideias. Para isso, distribuiremos quatro milhões de euros do orçamento do Fundo Ambiental».

O ministro felicitou ainda o presidente Vítor Aleixo por intuir «que o futuro é mesmo este: cidades sustentáveis e partilháveis». Até ao final do ano, o «Quarteira EcoLab» conta com um financiamento de 80 mil euros para apresentar um projeto.

Depois, cada autarquia poderá beneficiar de uma verba na ordem dos 500 mil euros, para o concretizar. Em junho, as entidades que constituem o Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, aprovaram uma moção afirmando o seu empenho em cooperar e contribuir, para a concretização do Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) e da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC). O Programa Operacional CRESC Algarve 2020 e o PO SEUR têm aprovadas candidaturas dinamizadas pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve e pelos municípios, com sinergias com as temáticas das cidades inteligentes, mobilidade e descarbonização.

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