PSD Faro critica Ministro «folgazão» e lamenta envelope financeiro «ridículo e insultuoso»

«Envelope financeiro governamental é ridículo e revolta farenses», acusa o PSD Faro.
João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente

A Comissão Política da Secção do PSD Faro enviou hoje, 15 de março, uma nota de imprensa na qual faz um rescaldo dos temporais, considerando que Faro está «entregue à sua má sorte».

«No rescaldo das intempéries que assolaram o nosso concelho, o presidente da Câmara anunciou prejuízos de 7 milhões de euros. Justificavam-se medidas de excepção, como bem defendeu o Presidente da República quando veio ao nosso concelho, passados poucos dias do tornado avassalador. Mas a verdade é que o governo não soube, ou não quis, interpretar as palavras do mais alto magistrado da nação, nem os apelos da Câmara Municipal e da sociedade civil farense. Já fora de tempo, fez chegar a Faro a secretária de Estado da Habitação, que se limitou a apresentar os programas da nova política de habitação, que só entram em vigor no verão e não dispõem de dotação orçamental definida, não sendo portanto minimamente adequados a situações de emergência como a que se verificou», lê-se na nota.

Portanto, argumenta o PSD Faro que «11 dias depois do desastre (onze-dias-onze!), surgiu o Ministro do Ambiente (João Pedro Matos Fernandes), bem disposto e folgazão, como é seu timbre. Trouxe palavras amigas e bom humor, que seria muito bem-vindo não fosse o cenário de destruição uma realidade tão triste e desoladora. Disse o sennhor Ministro que o que o que o mar leva, o mar traz e o resto são trocos – cerca de 250 mil euros, para sermos exatos, a administrar por toda a costa, de Sagres a Vila Real de Santo António. Ora, só em Faro, único município capaz de apresentar um caderno de encargos da destruição causada pelas tempestades Emma, Félix e Giselle, estão contabilizados mais de 7 milhões de euros, meio milhão dos quais para recuperação urgente de passadiços, equipamentos e acessos à Praia de Faro», acrescenta a nota.

«Fica também claro que este envelope financeiro ridículo e insultuoso, põe de parte a hipótese de se efetuarem as intervenções estruturais necessárias à estabilização da duna e do areal, que tão afetados ficaram com a agitação marítima. Era esta a responsabilidade da administração central, em território jurisdicionalmente seu. Mas entre palmadinhas nas costas, o governo preferiu lavar as mãos como Pilatos, atirando para cima dos farenses a responsabilidade de reparar danos para os quais não concorreram. Perante tão desoladora resposta, o PSD de Faro não pode deixar de exprimir publicamente a sua revolta pelo que considera um total desinteresse e até um desrespeito do Governo para com os algarvios e para com os farenses muito em particular, neste lamentável dossier. Os cortes no investimento público deste Governo acarretam vários dramas para os algarvios. Nas vias de comunicação, na saúde, na protecção civil, na justiça, na cultura e outras. O que não se esperava era que o sentido de solidariedade e o decoro do Governo estivessem também em níveis tão baixos», conclui a nota do PSD FARO.

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