Mercado de Quarteira atrai cada vez mais visitantes

Todas as quartas-feiras há romarias ao mercado de Quarteira, na Fonte Santa. Um fenómeno que não tem parado de crescer desde 2010.

A azáfama começa bem cedo. Entre as 7 horas da manhã e as 15 horas são milhares os que visitam o mercado de Quarteira, na Fonte Santa. O estacionamento enche e formam-se longas filas de carros nas bermas da estrada. Há até quem venha em excursões organizadas.

Armindo Neves, 74 anos, dá música a quem passa indiferente ao calor de agosto, tocando um já velhinho e gasto acordeão. Quem gosta, deixa uma moeda. Ele agradece. Todas as semanas vem de boleia de Boliqueime, onde reside. «A reforma não dá para quase nada, por isso, venho para aqui para tentar ganhar mais alguma coisa», diz ao som de um corridinho improvisado.

Toalha-AlgarveDesde janeiro de 2010 que o mercado se mudou do centro da cidade para a Fonte Santa, por «motivos de organização dos lugares e segurança», refere Telmo Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira. Pouco se sabe sobre a história desta feira, contudo, refere que «tem-se tornado numa referência para a comunidade estrangeira e ganhou o estatuto de ponto a visitar quando se vem ao Algarve».

Facto curioso numa região onde não faltam centros comerciais, entre outras opções lúdicas. Na verdade, são vários os hotéis da zona que sugerem uma «visita à feira de Quarteira». O autarca diz que sucesso talvez se deva «à variedade de artigos associados e a sua interessante relação qualidade-preço». E talvez tenha razão. São 146 pontos de venda divididos em cinco longas ruas onde tudo se vende: roupa a um euro, malas a cinco euros, toalhas de praia, calçado, e um infinito sortido de bugigangas.

«Looki looki», «Mister!», «Miss», «Good price!», «Very nice!» e «Have a look!» são pregões repetidos vezes sem fim pelos feirantes, segundo a autarquia, uma mistura de «portugueses, africanos, centro-americanos, centro-europeus e também da Europa de leste». Um melting pot ao qual se juntam residentes e turistas. No número 16, encontramos o artista «Miro», 64 anos, oriundo da ex-Jugoslávia. Chegou a Portugal há 24 anos e há cerca de seis que aqui trabalha ao vivo. Pinta paisagens algarvias a aguarela e tinta permanente. «É o tipo de souvenir que os turistas e residentes gostam de levar consigo…»

Segundo Telmo Pinto, até final deste ano, está previsto «um projeto de cancelas e pagamentos automáticos para facilitar a vida aos comerciantes».

Vida de feirante

Os preços por uma área de venda neste mercado dependem do seu tamanho e do produto comercializado. «Se for venda comum, o que engloba tudo o que não seja alimentos, o valor varia de 65.60€ para uma área de 8m2 até 41€ para uma área de 5m2. Se for uma área de venda de alimentos, o que engloba bares e farturas o valor varia de 170,56€ para uma área de 8m2 (que são todos ocupados com bares na área central do mercado, um lugar privilegiado dai o preço) até 61,60€ para uma área de 5m2 (que são maioritariamente ocupados com vendedores de farturas)», adianta a Junta de Freguesia de Quarteira. E não faltam interessados «em lista de espera».

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