Feitoria será hotel com 50 quartos no centro de Portimão

Um dos planos do empresário holandês Erik de Vlieger, radicado no Algarve, é criar um hotel em Portimão, no edifício da antiga Feitoria, na Rua Padre Filipe, paralela à Rua Santa Isabel, onde
já tinha investido na requalificação do edifício Mabor.

Segundo mostrou ao «barlavento» Arnold Aarsen, do Studio Arte, atelier sediado em Portimão responsável pelo projeto, estão previstos 50 quartos nesta unidade, um restaurante com esplanada, a receção e pátios abertos, que terão a inclusão da natureza. «Continuamos a ter a mesma organização, com pátios mais pequenos para criar ventilação e iluminação.

São quatro pisos e tem cerca de 3900 metros de construção», disse a arquiteta Joana Dalmau Pinto. A intenção é manter o que está construído, mas será efetuada uma pequena ampliação numa das áreas. Ao que o «barlavento» apurou o conceito utilizado será mais industrial, até porque há que manter a identidade do edifício. Será inspirado, por isso, na arquitetura modernista portuguesa das décadas de 50 e 60 do século XX.

No cimo do hotel está pensada a criação de um terraço panorâmico, com um skybar e piscina. «O restaurante e o bar no rooftop não serão apenas para utentes do hotel, mas também para os residentes da cidade. Ou seja, terá acesso público e os habitantes de Portimão podem usufruir, sentar, beber um café, ler», exemplificou Arnold Aarsen.

No caso da Feitoria, «foram três edifícios que compramos, e também a garagem, porque a Câmara queria que tivéssemos estacionamento disponível, apesar de eu achar que essa área devia ser fechada ao trânsito, com um novo pavimento», opinou Erik de Vlieger. Sem avançar com valores, o empresário afirmou que comprou por um «preço razoável» e que já tem «o alvará da autarquia portimonense».

O que o deixa satisfeito é que o facto de ter decidido apostar nesta zona da cidade, já levou a que mais investidores lhe seguissem as pisadas. «A zona ribeirinha de Portimão é muito interessante, mas é a mais barata a nível imobiliário quando comparado com Israel, Tripoli, Marrocos, Sérvia, Itália ou Espanha. Eu circulava pela cidade e não conseguia acreditar que uma área com potencial tivesse imóveis a ser vendidos por 40 ou 80 mil euros. E aquelas ruas faziam lembrar Capri, mas em más condições. Começámos com o Mabor, porque alguém tinha de começar. Arrisquei muito. Agora comprámos a Feitoria e a zona está a começar a tornar-se popular», esclareceu.

O preço por metro quadrado também está a subir e há mais interessados na reabilitação de edifícios naquela zona. Ainda assim Erik de Vlieger sugere que seja instalada no centro da cidade uma pequena esquadra da polícia e haja patrulhamento para combater os problemas de insegurança que, apesar das melhorias, ainda subsistem.

Categorias
Destaque


Relacionado com: