Faleceu Joaquim Guerreiro, o criador do Festival F

Faleceu hoje, cerca das 3 horas, no Hospital de Loulé, o diretor delegado do Teatro das Figuras, Joaquim Guerreiro, vítima de doença prolongada.

Aos 49 anos de idade « deixa-nos um legado de grande valor humano e profissional. O Festival F, o Alameda Beer Fest, bem como a nova dinâmica e programação do Teatro das Figuras, são algumas das muitas obras que aí ficam, para usufruto de todos os Farenses e que contam com o seu enorme contributo», lamenta a Câmara Municipal de Faro em nota de pesar enviada às redações.

Joaquim José Ramos Guerreiro era diretor delegado do Teatro das Figuras desde maio de 2014. Mas antes disso, já tinha papel determinante no desenvolvimento da região, tendo exercido funções com grande mérito, quer enquanto dirigente associativo quer como membro de diversos órgãos autárquicos, tendo sido vereador na Câmara Municipal de Loulé, com os pelouros da Cultura, Eventos e Turismo, entre 2009 e 2013.

Desempenhou ainda as funções de Chefe do Gabinete do presidente da Câmara Municipal de Loulé e de coordenador, durante oito anos, do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas dessa autarquia.

Nesta triste ocasião, «o município de Faro deixa um voto público de profundo agradecimento a Joaquim Guerreiro e apresenta a todos os seus colegas, familiares e amigos a expressão das suas mais sentidas condolências».

O funeral de Joaquim Guerreiro realiza-se na próxima segunda-feira, pelas 11h30, em Querença. O corpo estará em câmara ardente amanhã, domingo, a partir das 17h00 na Igreja Matriz de Loulé.

Loulé emite nota de pesar

Também a A Câmara Municipal de Loulé vem publicamente dar nota do falecimento, hoje de madrugada, de Joaquim Guerreiro, «figura pública muito estimada do nosso concelho e região».

Apesar da sua juventude desempenhou diversos cargos públicos sempre com dedicação e inteligência, de que se destaca o de vereador municipal entre 2009 e 2013.

«À sua criatividade e energia Loulé ficou a dever-lhe a conceção e implementação de eventos festivos e culturais de grande valor de que destacamos o Festival MED e a Noite Branca. À família enlutada a Câmara Municipal de Loulé envia os mais sentidos pêsames», lê-se na nota.

Joaquim Guerreiro, um pensador e fazedor de cultura

«É com enorme pesar que recebemos no dia 2 de Setembro, com o Festival F a decorrer, a triste notícia do falecimento de um dos seus mentores, Joaquim Guerreiro, um Homem fazedor de cultura», afirma Alexandra Rodrigues Gonçalves, diretora regional de Cultura do Algarve em nota de pesar enviada à imprensa

«No seu percurso de vida esteve associado a inúmeros projetos culturais que integraram várias áreas artísticas. Destaca-se o seu contributo na dimensão dos grandes festivais do Algarve (como o Med, a Noite Branca e o Salir do Tempo em Loulé, ou o Alameda Beer Fest e o Festival F em Faro), mas, igualmente na valorização da arte contemporânea do Algarve, com a promoção de grandes exposições em espaços não formais, como aquelas a que assistimos no Palácio da Fonte da Pipa, nas Minas de Salgema em Loulé e, mais recente, na colaboração com a Fundação de Serralves, em Faro. Participou em diferentes formas na vida política local tendo ocupado lugares na Assembleia Municipal, como vereador na Câmara Municipal de Loulé», lê-se ainda na nota.

A nível dos equipamentos culturais, Joaquim Guerreiro «deixou uma marca na renovação do Cine-Teatro Louletano, na criação do CECAL em Loulé e na gestão e programação cultural do Teatro Municipal de Faro. Terminou o seu caminho profissional de forma prematura, aos 49 anos, como diretor delegado do Teatro Municipal de Faro. Congregador de vontades, promovia a união e construía consensos, sendo um dos promotores na origem da proposta recente de candidatura de Faro, a Capital Europeia da Cultura».

«Com uma enorme subtileza e dedicação foi promovendo a afirmação cultural do Algarve, remetendo-se muitas vezes a um papel tímido e discreto mas de grande convicção na defesa da causa pública. Deixamos, desta forma, uma mensagem de grande perda e enorme gratidão ao Joaquim Guerreiro que tanto deu ao nosso Algarve Cultural, apresentando os nossos sentidos pêsames aos familiares e amigos neste momento difícil», conclui Alexandra Rodrigues Gonçalves.

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