Estudantes da UAlg denunciam problemas em início de ano letivo

A direção Geral da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg) denunciou hoje, terça-feira, 2 de outubro, em comunicado de imprensa, «diversas situações que carecem de uma resolução rápida, para que o bom funcionamento da Universidade do Algarve seja assegurado e as infraestruturas estejam em condições para o aumento de alunos» deste estabelecimento de ensino superior.

Segundo o comunicado assinado por Pedro Ornelas, presidente da Direção Geral da AAUALg, após o anúncio da mudança da Escola Superior de Saúde do edifício próprio à entrada de Faro para um outro no Campus de Gambelas, a associação não tomou uma posição nem favorável, nem contrária, mas informou a Reitoria, «enquanto estrutura que representa o universo de mais de 8000 estudantes que frequentam a UAlg», que apenas seria aceite uma solução que não fosse prejudicial para os estudantes.

Nas diversas reuniões realizadas, a AAUAlg, como revela no mesmo comunicado, que sempre confrontou a Reitoria «com os diversos problemas que são sucessivamente alvo de queixa por parte dos alunos». No entanto, apesar das reuniões, Pedro Ornelas vem agora a público denunciar que «os problemas debatidos ainda não se encontram solucionados, nem demonstram apresentar uma solução em tempo breve», sendo as reclamações dos universitários cada vez mais frequentes.

«Com o crescente número de alunos da universidade, a procura de alojamento aumentou e a oferta é cada vez mais diminuta, levando os agregados familiares a terem de suportar despesas abruptas face à realidade financeira», descreveu. Este crescimento levou também a que os estudantes relatem «a grande dificuldade em realizar refeições no refeitório dos Serviços de Ação Social da UAlg, no Campus de Gambelas, devido à falta de funcionários. A falta de estacionamento e os problemas no sistema de ar condicionado das salas de aula, que com o calor dificultam o ambiente de aula são apenas algumas das situações apontadas.

«A Reitoria tem conhecimento de todos os problemas mencionados e, até ao momento, não apresentou nenhuma solução imediata e de curto prazo, que vá de encontro às necessidades imediatas dos alunos que já iniciaram o ano letivo», acusou ainda Pedro Ornelas.

O dirigente assegurou ainda que continuará a defender os interesses dos alunos que representa e continuará a lutar pela melhoria da qualidade da estrutura universitária para que, assim, de facto, «seja possível estudar onde é bom viver».

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