Escola de Turismo do Algarve abre candidaturas

Propinas reduzidas e novo pacote de mais-valias para os alunos são algumas das novidades.
Paula Vicente, diretora interina da Escola de Turismo do Algarve, polo de Faro.

Os três polos das escolas do Turismo de Portugal no Algarve, em Faro, Portimão e Vila Real de Santo António estão a aceitar candidaturas até dia 16 de julho. Ao «barlavento», a diretora interina Paula Vicente, aponta as novidades. «No próximo ano letivo, além dos cursos que habitualmente temos de produção de cozinha, gestão de restauração e bebidas, gestão hoteleira em alojamento e gestão de turismo, vamos apostar em cursos de pastelaria. É algo que fazemos a cada dois anos. Temos noção que requer algum tempo até que os nossos alunos integrem o mercado de trabalho. Contudo, tem havido um claro sinal que há falta» destes profissionais. Outra novidade será a abertura do curso de turismo de ar livre.

«Destina-se ao segmento outdoor e de natureza. Engloba o conhecimento sobre desportos radicais, birdwatching, BTT, parapente, canoagem, entre outras muitas outras atividades. Este é um sector que têm crescido bastante e precisa de profissionais qualificados. Isto é, vamos formar pessoas que têm conhecimento das regras de segurança, que falam idiomas, que conhecem o território e que saberão receber bem» os grupos que procuram estas atividades. Por outro lado, o novo curso «também tem uma componente de empreendedorismo. Há jovens que querem fundar negócios, por exemplo, para explorar trilhos no interior da serra algarvia. Ficam também capacitados para trabalhar nas marítimo-turísticas. O nosso mar é um privilégio, e por isso não pensamos apenas turismo tradicional de sol e praia, mas também em tudo o que a região nos pode dar». Além de Faro, será lecionado nas escolas de Coimbra e Setúbal.

Outra novidade são mudanças nas propinas. Os alunos de nível IV (chegam com o 9º ano e concluem o secundário durante a formação), terão uma redução substancial. A atual propina é de 750 euros, anual, dividida em 10 meses. Para o ano, com o objetivo de ajudar as famílias e atrair mais jovens, será reduzida para 350 euros (35 mensais). «É um encargo grande e não queremos que as escolas fiquem inacessíveis a quem realmente as quer frequentar», independentemente da carteira. «Temos apoios sociais, mas os alunos só ficam a saber disso depois de se candidatarem», acrescenta. «Este acerto mostra que estamos perto das pessoas», diz Paula Vicente.

No nível V, contudo, a propina não sofre alterações. «Mas estão a ser criados alguns pacotes de mais-valias para esses alunos. O que se pretende fazer é complementar e oferecer algumas ações de formação, ou visitas, ou até materiais didáticos, de apoio às aulas, alguns kits que possam ajudar o percurso. Imagine que os alunos podem aprofundar os conhecimento de idiomas, ou ter experiências marcantes fora da escola» associado ao valor da propina.

Segundo o Estudo de Inserção Profissional relativo a 2017, a taxa de empregabilidade dos alunos formados nas escolas do Turismo de Portugal subiu para 90 por cento. É o índice mais elevado dos últimos 10 anos.
«Acho que há um encontro. As pessoas que querem trabalhar nesta área hoje percebem que têm de ter formação. E que somos o operador que lhes pode dar melhores garantias de qualidade. É muito bom que vejam em nós essa solução. Por outro lado, os empregadores também já perceberam que para terem sucesso na resposta a este boom de turismo, precisam de pessoas capacitadas», considera a diretora interina da Escola do Turismo de Portugal do Algarve.

«Ainda há muito trabalho a fazer, mas estamos disponíveis para ajudar a capacitar as empresas e quem quer ser melhor profissional no futuro, quer venham pela primeira vez, quer estejam já a trabalhar, através da formação contínua de ativos», de curta ou longa duração. Também os quadros de topo, ou as empresas de nicho podem requisitar formações à medida. «Há pouco tempo terminámos um pacote de capacitação em golfe, e outro sobre o produto cycling and walking. Temos também formação para diretores de hotel (master business)» e ações pontuais para o público em geral. Atualmente, o universo de alunos ronda os 300. Paula Vicente lembra que em Faro há 90 camas de internato. Esta possibilidade de alojamento torna a escola atrativa para quem vem de longe.

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