Empresários do Algarve apoiam AMAL na contestação à pesquisa de petróleo na Costa Vicentina

As cinco principais associações empresariais do Algarve – ACRAL, AHETA, AHISA, CEAL e NERA – assumiram, hoje, dia 12 de fevereiro, uma posição firme, na qual reafirmam a oposição à prospeção de petróleo e gás natural ao largo de Aljezur, e em total apoio à AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, na rejeição ao prolongamento de prazos de licenças.

Em comunicado conjunto, ao qual o «barlavento» teve acesso, os empresários «manifestam de forma inequívoca o seu apoio à recente tomada de posição da AMAL ao reafirmar a unânime e frontal oposição dos municípios ao prolongamento por mais um ano da licença para a pesquisa de petróleo ao largo da Costa Vicentina».

Tal como a AMAL, «consideramos que se trata de uma decisão incompreensível e incoerente, e, sobretudo, uma decisão que fazendo perdurar no tempo um lamentável processo iniciado nas costas dos algarvios redobra a nossa responsabilidade como defensores do interesse regional. Trata-se de uma manobra dilatória inaceitável», lê-se no documento.

Desde o primeiro momento, «os empresários algarvios e as suas associações representativas manifestaram, com clareza e frontalidade, a sua total oposição à prospeção e exploração de hidrocarbonetos no Algarve – em terra e no litoral. Quer por razões ambientais, quer por razões económicas, sobretudo pela importância que o turismo representa na economia da região e do país».

Assim, os signatários desta posição, «ao lado da AMAL e de todos os cidadãos da região, apontam para a responsabilidade do governo e afirmam que não aceitarão ser confrontados com factos consumados, consequência do arrastamento dilatório das situações. Que ninguém tenha dúvidas: continuaremos unidos nesta batalha: municípios, empresários, cidadãos do Algarve».

O comunicado conclui com um recado à tutela: «as associações empresariais do Algarve não podem deixar de lamentar as posições ambíguas e incoerentes e a falta de frontalidade do governo para resolver definitivamente esta situação, prosseguindo uma política de ambiguidades que gera incertezas nas populações e prejudica o futuro da região».

No início de 2018, o Secretário de Estado da Energia Jorge Seguro Sanches renovou por um ano o contrato de prospeção de hidrocarbonetos do consórcio ENI/GALP na Costa Vicentina, decisão justificada pelo investimento de cerca de 76 milhões de euros feito nos últimos 10 anos pelo consórcio, mas que tem merecido bastante contestação.

Já em março de 2016, estas associações aplaudiram a decisão da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve em avançar para tribunal, numa tentativa de parar o processo de prospeção e exploração de petróleo e gás no Algarve, em terra e no mar.

Desta vez, assinam o comunicado a ACRAL (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve), AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve), AIHSA (Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve), CEAL (Confederação dos Empresários do Algarve) e NERA (Associação Empresarial da Região do Algarve).

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