Centro «vermelho» foi «decisão da Câmara Municipal de Lagoa» esclarece PSD de Lagoa

A Comissão Politica da Secção Concelhia de Lagoa do PSD enviou esta manhã um comunicado às redações, para dar esclarecimentos «relativamente às notícias saídas nalguns órgãos de comunicação social, citando fontes da Câmara Municipal» de Lagoa, no que «refere ao processo de participação da população quer ao nível da composição do espaço, e os materiais a usar na operação urbanística de Regeneração Urbana em execução entre o Largo Alves Roçadas e a rua Coronel Figueiredo, e na qual considera imperativo repor a verdade e esclarecer relativamente ao assunto».

«Como qualquer pessoa minimamente lúcida percebe, o tijolo é vermelho, é uma tonalidade desta cor, mas não uma cor autónoma. Se dúvidas houver, basta consultar um dicionário, como por exemplo o Infopédia online, para perceber que se trata de vermelho-tijolo e não de uma nova cor. Portanto, a cor na praça é vermelho, numa determinada tonalidade, mas vermelho», lê-se no comunicado.

«Ao contrário do referido, não houve nenhuma decisão popular de recusa do projeto anteriormente previsto para as ruas e praça intervencionadas e antes foi uma decisão – legítima, mas própria – do executivo permanente da Câmara Municipal, a de suspender a execução do projeto anterior e avançar com um novo projeto, pelo que não é nem bonito, nem correto, imputar a terceiros a responsabilidade por atos próprios. Como qualquer cidadão pode comprovar nos documentos existentes no município, das diversas alternativas apresentadas na sessão realizada no Convento de S. José, onde o novo projeto foi apresentado, não esteve em discussão, ou foi opção, a composição do espaço, ou os materiais a usar, mas tão só foram afixados uns painéis relativamente básicos de apresentação onde apenas sobressaia a textura e a cor que esse pavimento deveria ter, sendo que a cor escolhida foi o ocre e não o vermelho».

«O ocre tem uma tonalidade castanho/alaranjada e não se confunde com o vermelho tijolo que foi usado, portanto, a cor eleita na sessão referida não foi a cor usada pela Câmara Municipal. Seguramente ninguém pode dizer que a população, ou os que estiveram presentes e aceitaram escolher um dos painéis, escolheram a aplicação de pavimento betuminoso (alcatrão) como piso para o centro da cidade, optando pelo material de qualquer estrada como o indicado para a zona nobre e centro histórico da cidade, isto porque este material nunca foi referido e antes foi solução e escolha da Câmara Municipal, de sua única e exclusiva responsabilidade», acrescenta o PSD de Lagoa.

Mas «não é legítimo, nem é correto, dizer que foi a população de Lagoa que escolheu a cor, não só porque quem escolheu não fez a escolha da cor aplicada, como mais substancialmente, o número de pessoas presentes nessa sessão não ultrapassou as cinco dezenas, pelo que, cinquenta pessoas não são representativas, nem legitimam a extrapolação. Tanto mais quanto não foi feito qualquer anúncio prévio de que nessa sessão estaria em causa a opção por cores ou materiais a aplicar, mas antes se tratava duma sessão de apresentação e, quanto muito, debate, pelo que, nem jurídica, nem política, nem socialmente, é possível extrapolar a escolha como opção consciente e vinculativa imputável à população do concelho de Lagoa. Portanto, não foi a população de Lagoa que decidiu transformar a praça e ruas centrais da cidade, mas foi o executivo municipal», lê-se ainda no comunicado.

Assim, a Comissão Politica da Secção Concelhia de Lagoa do PSD esclarece que «não foi a população que escolheu aplicar neste centro o material básico, usado em qualquer estrada, em vez de materiais nobres e ligados à tradição urbana nacional, ainda que com sinais de modernidade, mas foi o executivo municipal quem escolheu, ou deixou escolher. Não foi a população quem não foi sequer capaz de seguir os desenhos e projetos iniciais e, erraticamente, tem vindo a transformar o centro da cidade não num local de admiração e orgulho, mas num alvo de chacota».

«É evidente que quem governa não pode deixar de ouvir quem o elegeu, quem decide não pode deixar de ponderar as vontades e interesses dos que vão sofrer ou beneficiar com essa decisão, mas quem governa, se quer ser sério e responsável, não se esconde atrás dos que o elegeram para disfarçar os seus erros e falhas. Fazê-lo nunca é bonito, mas é muito mais feio quando nem sequer usa da verdade. Não é nossa intenção provocar ou incrementar atritos e confrontos e esperamos, como todos os que gostam verdadeiramente de Lagoa, que o resultado final atenue a desgraça atual, mas a verdade está acima de tudo e não é legítimo tudo dizer, quando não se é capaz de bem-fazer».

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