CDOS de Faro alerta para o risco de incêndio rural

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), através do Comando Distrital de Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro enviou um alerta respeitante ao perigo de incêndio rural, hoje, sexta-feira, 3 de agosto.

Os índices máximos no Algarve e máximos/muito elevados no distrito de Beja (máximos no concelho de Odemira), no interior Norte e Centro e na região de Vale do Tejo (com destaque para os distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Guarda e Bragança, principalmente os concelhos que, dentro desses distritos, se encontram mais próximos da fronteira).

De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, nas próximas 48 horas, mantêm-se as condições de elevada severidade meteorológica para o risco de incêndio.

Os Teores de humidade relativa (HRA) são inferiores a 20 por cento na generalidade do território nacional, realçando-se que mesmo durante o período noturno os níveis manter-se-ão previsivelmente baixos no Algarve, em alguns pontos do interior Sul, no Centro e Vale do Tejo.

A partir de amanhã, dia 4 de agosto, o vento passará a ter predominância do quadrante Norte, podendo ser moderado a forte (20 a 40 km/h) nas terras altas.

Além disso, a manutenção de valores elevados de temperatura máxima em todo o território nacional, com valores acima dos 35ºC (podendo ser ultrapassados 40ºC na região sul e no Vale do Tejo), situação que se prevê prolongar-se pelo menos até domingo (5 de agosto).

Prevê-se ainda a manutenção de valores elevados da temperatura mínima, com a maior parte do território nacional a apresentar valores que poderão exceder os 22ºC, existindo locais em que se prevê poderem ser atingidos 30ºC (Algarve, Vale do Tejo e alguns locais do interior Centro).

Nos dias 3 e 4 de agosto prevêem-se condições de instabilidade atmosférica que, em especial na tarde do dia 3 de agosto, poderão potenciar situações convectivas localmente fortes, com geração de ventos e ocorrência de trovoadas secas, em particular no interior das regiões Norte e Centro, não sendo de excluir a possibilidade de se estenderem para o distrito de Portalegre.

No fim de semana prevê-se a manutenção dos índices do risco de incêndio no Algarve e no distrito de Beja e, no sábado (4 de agosto), prevê-se, em relação ao dia anterior, um agravamento na zona Centro (um maior número de concelhos vai apresentar índices máximos, designadamente nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco).

No domingo (5 de agosto) prevê-se que possa ocorrer um agravamento dos índices do risco de incêndio no Norte e Centro, com um aumento do número de concelhos onde poderão ser atingidos índices máximos, na zona mais junto ao litoral, destacando-se, adicionalmente aos distritos referidos nos dias anteriores, os distritos de Viseu, Porto, Braga e Vila Real.

Perante o presente cenário meteorológico, a ANPC decidiu elevar o Estado de Alerta Especial para VERMELHO para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais para os distritos de Évora, Setúbal, Lisboa, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Viseu, Guarda e Bragança. Os distritos de Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo e Vila Real encontram-se em Alerta LARANJA.

Já os distritos de Faro e Beja, encontram-se desde 02 de agosto já em Alerta VERMELHO.

A ANPC recomenda ainda a necessidade de todos adequarem os comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndios rurais, nomeadamente com a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando as proibições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível junto dos sítios da internet da ANPC e do IPMA, junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros.

A ANPC recomenda ainda que sejam escrupulosamente observadas as recomendações da Direção-Geral de Saúde relativas às medidas de autoproteção relevantes para a situação meteorológica em curso.

De acordo com as disposições legais em vigor, não é permitido: a realização de queimadas, de fogueiras para recreio ou lazer, ou para confeção de alimentos; a utilização de equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos; queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração; o lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes; fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem; a fumigação ou desinfestação em apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

A ANPC recorda, ainda, que nos termos da Declaração de Situação de Alerta de SE o Ministro da Administração Interna está proibida a realização de trabalhos nos espaços florestais com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâmina ou pá-frontal, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais. Ainda nos termos da mesma Declaração, recorda-se que está igualmente proibida a utilização de fogo-de-artifício ou outros artefatos pirotécnicos.

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