Blanco Beach vai estar aberto todo o ano

Espaço no areal da Praia da Rocha terá eventos semanais e espera conquistar portimonenses para que se tornem clientes habituais.

O verão terminou, mas o espaço Blanco Beach, na Praia da Rocha, continuará aberto ao público, numa forte aposta dos responsáveis em cativar os algarvios como frequentadores habituais.

Inaugurado a 17 de julho deste ano, marcado a época alta com diversas festas animadas por DJs, músicos e artistas de renome da cena internacional. Agora, haverá uma aposta em continuar a dinamizar o espaço, com eventos semanais.

No domingo, 8 de outubro, ao final da tarde, o Blanco Beach encheu-se para um workshop de danças latinas, onde num ambiente descontraído algumas dezenas de pares aprenderam alguns dos passos básicos.

«As festas de verão são o ex-libris do Blanco, mas nós resolvemos por imposição e também por estratégia estar abertos o ano inteiro com eventos semanais, como este workshop. E vamos fazer isto assiduamente para que o Blanco seja devolvido às pessoas de Portimão», explicou ao «barlavento» Paulo Amaro, um dos empresários do novo espaço junto à Fortaleza de Santa Catarina.

A ideia é contrariar uma ideia que tem vindo a ser generalizada pela população da cidade de que aquele local é elitista. Paulo Amaro rejeita esta ideia e assegura que não é essa a perspetiva dos atuais investidores do Blanco Beach.

«As festas de verão têm glamour, como é óbvio, mas a cidade tem de começar a frequentar mais o espaço, porque ele está aqui, está aberto, está disponível para os portimonenses», argumentou. «Continua aberto, com o restaurante, a esplanada, o deck com uma vista maravilhosa. Qualquer pessoa pode vir cá, beber um café, um cocktail e pode passear, pode sentar-se, pode até nem consumir. Pode estar à vontade. Isto faz parte da cidade», esclareceu Paulo Amaro.

O contrato de concessão tem um período de vigência de três anos, com possibilidade de renovação, sendo o objetivo dos empresários a continuidade.

«Aprendemos, com certeza, com o que se fez de errado este ano, mas já estamos a trabalhar para que no próximo haja um glamour diferente», disse Paulo Amaro. O esforço que está a ser realizado, após um investimento de milhões de euros, para colocar o espaço funcional, é quebrar a barreira que existe da muralha da Fortaleza de Santa Catarina.

«Gostaria de ver as pessoas descerem ao Blanco e gozarem o tempo. Vamos ter eventos variados. Hoje é dança, amanhã será cultura, depois pode ser apresentação de produtos, teatro, mas sempre numa ação muito social para que a cidade entenda que existe aqui um sítio que pode ser desfrutado», explica o empresário que escolheu investir nesta cidade. Além de ter família no concelho, há também outros investimentos a caminho, cujo sucesso do Blanco pode ditar o rumo a tomar.

«Isto será uma preparação para um projeto que vem a seguir. Existem, no momento, alguns investimentos que estamos a tentar desenvolver. O Blanco Beach está feito, mas há outros, pelo menos mais dois, na área do desenvolvimento da cidade» que podem dinamizar espaços importantes, referiu em declarações ao «barlavento».

«Temos andado a pensar em como otimizar zonas de Portimão que estão de momento obsoletas para que apareçam projetos convidativos», que não se cinjam a um público-alvo concelhio, mas a uma zona de influência entre o eixo Faro e Albufeira e Lagos, acrescentou ainda o empresário.

Para já, os primeiros meses do Blanco Beach foram positivos. «Tivemos de construir num tempo recorde de dois meses e meio, o que gerou maiores custos», justificou ainda. Os empresários contaram com a colaboração da Câmara Municipal de Portimão e também de entidades oficiais como a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), da Polícia Marítima e da Marina de Portimão, para que a concessão se concretizasse.

Por fim, Paulo Amaro destacou que o Blanco Beach é muito conhecido no estrangeiro, mais do que em Portugal e essa é uma realidade que os empresários querem tentar inverter. «90 por cento das pessoas que vêm, conhecem o Blanco das redes sociais lá fora e agora a nossa tentativa é fazer a inversão. Não é 10 por 90, mas se chegarmos aos 60 por 40 é muitíssimo bom para que o Blanco faça parte do roteiro das férias de todos. E é, por isso, que estamos a abri-lo de maneira a que as pessoas se sintam bem aqui durante todo o ano», concluiu.

BPM gerou 4,5 milhões de euros para a economia local

O Festival BPM foi um dos pontos altos do Blanco Beach, na Praia da Rocha, e deverá ser uma experiência para repetir no próximo ano. Com a época balnear a chegar ao final, entre 14 e 17 de setembro, o evento decorreu em diversos pontos de Portimão e de Lagoa. O Blanco Beach, novo espaço no areal junto à Fortaleza de Santa Catarina, foi um dos locais que acolheu alguns dos concertos do festival. Segundo avançou ao «barlavento» Paulo Amaro, um dos responsáveis pelo Blanco Beach, a festa «foi um êxito para Portimão», movimentou 13 mil pessoas, durante três dias.

«Segundo as informações que nos chegaram, [este festival] fez aparecer em Portimão 4,5 milhões de euros», assegurou. Para o empresário, «foi um cliente agradável, problemático, como é qualquer festival deste género de música, mas correu extremamente bem. E é devido um aplauso especial à Polícia de Segurança Pública, à Proteção Civil, aos Bombeiros que, na realidade, nos ajudaram a que não houvesse incidentes» de qualquer género. A cidade beneficiou com a realização do festival, tendo sido a organização do evento que procurou o Blanco, assim como outros espaços de diversão na zona, pela localização. «Para o ano, com certeza, a cidade terá de novo o BPM, não com 13 mil pessoas, mas com 30 mil, que é o objetivo» da organização, concluiu Paulo Amaro.

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