Academia Olá sorri aos jovens

Edição de 2018 do programa de emprego de verão para jovens dos 18 aos 25 anos arranca no início de julho. Pedro Oliveira, responsável pela Academia Olá, veio a Faro explicar a iniciativa ao «barlavento».
Margarida Barroso e Pedro Oliveira.

Podem usar sacolas térmicas, bicicletas especiais ou estar à frente de quiosques. O objetivo é vender gelados (de impulso) durante o verão nas praias, parques temáticos, jardins e pontos de interesse turístico. Os escolhidos terão direito a formação em soft skills de vendas, transporte para os locais e materiais de trabalho. Farão cinco horas diárias, ao longo de 51 dias, de 13 de julho a 2 de setembro. No final, contas feitas, levarão para casa 880 euros. «Esta iniciativa surgiu em 2014, numa altura em que as oportunidades para esta faixa etária não eram as melhores.

O objetivo continua a ser proporcionar uma primeira experiência no mundo do trabalho», explica Pedro Oliveira, responsável pela Academia Olá, iniciativa da Unilever Jerónimo Martins. Para esta que será a quinta edição, as candidaturas estão já a decorrer. Basta preencher um formulário simples no website da iniciativa.

A farense Margarida Barroso, 19 anos, finalista na Escola Secundária Tomás Cabreira, participou no ano passado. Trabalhou num quiosque em pleno Jardim Manuel Bivar. «Foi o meu primeiro trabalho com uma rotina e ritmo profissional. Foi ótimo. Fiz amizade com as pessoas que trabalham no comboio turístico e nos autocarros, e pessoal da restauração, que eram clientes habituais», embora o grande volume de vendas era absorvido pelos grupos de visita à capital algarvia.

Barroso, que ambiciona ingressar no curso de Design da Universidade do Algarve, conta que «muitas pessoas pensavam que o quiosque era um posto de informação turística. Pediam-me indicações e faziam todo o tipo de perguntas. Até tive de pedir plantas de Faro para dar as informações», sendo que a jovem acabou por ser uma espécie de guia turística informal.

«No final, fiquei a conhecer muito melhor a minha cidade. Sem dúvida que recomendaria esta experiência. Aprende-se muito a falar com as pessoas. O gelado é um produto simpático para se trabalhar, independentemente das falhas linguísticas», conta. Este ano, no Algarve, serão escolhidos 23 participantes. Até ao momento, de acordo com Pedro Oliveira, «já temos 6400 candidaturas» de todo o país, «o que prova bem o interesse».

Em relação ao modelo de contratação, o pagamento é feito no final da temporada, depois de apuradas todas a contas, mediante a emissão de um ato único no Portal das Finanças. «É uma forma de os participantes não terem de abrir atividade e por consequência perderem futuros benefícios, por exemplo, no acesso ao primeiro emprego», diz.

Uma novidade este ano é que haverá uma aplicação para telemóveis «que ajudará muito no reporting de vendas diárias, entre participantes e supervisores, que nos permitirá ter uma perceção em tempo real do que está acontecer».

Pedro Oliveira admite que esta «é uma faixa etária difícil, no entanto, regra geral, o balanço é positivo». «Os participantes têm muito ganhar com esta iniciativa, tal como a marca que consegue impulsionar as vendas. Este programa tem demonstrado que é sustentável e por isso, queremos que tenha continuidade», conclui.

Acresce que no final, os três jovens que mais se destacarem, terão a oportunidade de realizar um estágio na Unilever, com possibilidade de integrar os quadros da empresa.

Os interessados podem candidatar-se aqui.

Também há Oportunidades para empreendedores séniores

Além da oportunidade de trabalho jovem, a Academia Olá tem uma iniciativa dedicada a empreendedores seniores, entre os 25 e os 50 anos de idade. «É uma oportunidade para lançar um negócio de venda de gelados, por via da criação e instalação de quiosques. É um programa em que incentivamos as pessoas a empreender e a arranjar uma forma de sustento. Existem candidaturas, fazemos a triagem e depois ajudamos com uma série de variáveis, desde a localização do quiosque, o licenciamento, o estudo de viabilidade comercial. Tem corrido bem. Já contamos com cerca de 150 empreendedores pelo país todo. Alguns são de caráter sazonal, outros conseguem manter o funcionamento ao longo de todo o ano», disse o responsável Pedro Oliveira.

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