Shaun Torrente vence etapa de F1 de motonáutica

Uma colisão logo no início da prova deixou de fora da competição Marit Stromoy e Jonas Andersson, cujo motor explodiu em chamas.

O norte-americano Shaun Torrente, da Team Abu Dhabi, venceu no domingo, 20 de maio, a primeira etapa do Campeonato do Mundo de F1 em Motonautica da F1H2O. O português Duarte Benavente, da F1 Atlantic Team, foi sétimo neste Grande Prémio de Portugal, enquanto o vencedor da etapa em 2017, o francês Philippe Chiappe, F1 China Team foi terceiro.

Duarte Benavente, que partiu do sétimo lugar da grelha, terminou a corrida a uma volta do piloto norte-americano, e manteve a mesma posição. No ano passado, tinha ficado em terceiro lugar e subido ao pódio.
Shaun Torrente, que tinha garantido a pole position, dominou a corrida desde o início, sempre seguido do companheiro de equipa Thani Al Qemzi, o piloto dos Emirados Árabes Unidos.

No final, apenas 2,09 (segundos) do vencedor. Durante as 48 voltas os pilotos da Team Abu Dhabi mantiveram o controlo da prova, ganhando avanço ao terceiro lugar, que foi sendo alternado entre o italiano Alex Carella, da Victory Team, e o francês Philippe Chiappe, da F1 China Team.

A colisão entre a norueguesa Marit Stromoy, da Emirates Racing, e Jonas Andersson, obrigou ambos a abandonar a prova, depois do barco do sueco ter pegado fogo. A piloto já fez história duas vezes e uma delas foi em Portimão, em 2011, quando se tornou a primeira mulher na F1H2O a conquistar a pole position. Já em Sharjah, em 2015, juntou-se à elite dos Grandes Prémios Winners Club com uma vitória inaugural. Desta vez, não conseguiu terminar a corrida devido ao acidente com o piloto sueco.

Após o Grande Prémio de Portugal, o mundial é liderado por Shaun Torrente com 20 pontos, seguido por Thani Al Qemzi com 15, sendo o terceiro posto ocupado pelo francês Philippe Chiappe com 12. O português Duarte Benavente somou quatro pontos.

Durante a tarde decorreu ainda a prova na classe F4-S, onde o português Pedro Fortuna, da Team Sweden, foi o vencedor da primeira corrida, e conquistando o primeiro lugar na geral, ainda que na segunda corrida tenha sido o vencedor o francês Tom Chiappe, da Emirades Racing Team.

Top 10 da classificação F1
1. Shaun Torrent, Team Abu Dhabi, 48 voltas
2. Thani Al Qemzi, Team Abu Dhabi, a 2,09 segundos
3. Phillipe Chiappe, Sz China Team, a 3,54
4. Alex Carella, Victory Team, a 25,75
5. Peter Morin, Sz China Team, a 26,83
6. Ahmed Al Hameli, Victory Team, a 53
7. Duarte Benavente, F1 Atlantic Team, a uma volta
8. Francesco Cantando, Blaze Performance, a uma volta
9. Erik Edin, Team Sweden, a uma volta
10. Erik Stark, Maverick F1, a uma volta

Portimão terá Festival da Água em 2019

A decisão de realizar uma etapa da F1 de Motonáutica não é tomada de ânimo leve, pois «há obrigação de tentar divulgar e fazer o possível para divulgar o nome de um município, turístico como este o é», afirmou Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão. Por outro lado, o espelho de água que ladeia a cidade torna obrigatório, na opinião da autarca, que o município se vire para os desportos náuticos.
As maiores novidades chegam para o ano, quando chega também a responsabilidade de ostentar o galardão de Cidade Europeia do Desporto 2019. Além da prova da F1 de motonáutica, que já está «mais ou menos contratualizada», a organização e a autarquia já está a pensar de que forma vai marcar os residentes e visitantes no próximo ano, durante a motonáutica. Nicolo Di San Germano, presidente da F1H2O, aponta para um verdadeiro Festival da Água, que una a vertente desportiva à cultura e ao ambiente.

«A ideia é fazer um festival da água, com um show, estúdios, a vertente de sensibilização para a proteção da água e uma vertente cultural, algo que não existe em nenhuma parte do mundo», avançou o responsável pela prova durante a conferência de imprensa.

Isilda Gomes, adiantou, que já está a ser trabalhado «um modelo diferente», que «em vez de ser só um fim de semana, se prolongue por uma semana e tenha iniciativas durante o dia e durante a noite. Isto é, que seja mais espetacular e mais abrangente. Que consigamos ter provas, mostras, um show que decorra ao longo de uma semana», resumiu. Esse prolongamento fará também que haja um maior aproveitamento do investimento feito na montagem do paddock.

«Tivemos aqui o campeonato de motas de água, que pode perfeitamente ser envolvido neste circuito e ai já temos mais acontecimentos. Penso que se juntarmos estas duas provas temos muito mais sinergias e conseguimos trazer mais gente», exemplificou ainda a autarca.

Isilda Gomes quer envolver também os jovens, mostrando outro tipo de iniciativas relacionadas com estes desportos náuticos, e levar a que a cidade participe no evento, até porque o lema da Cidade Europeia do Desporto é o «desporto para todos».

Os moldes ainda serão definidos. Para já, a etapa portuguesa da F1H2O custou quase dois milhões de euros, tendo em conta que a autarquia disponibilizou 350 mil euros do fundo que advém da verba do Programa de Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve (Pipital), à qual a autarquia tem direito por ter um casino no concelho.

«A verba é proveniente do dinheiro dos casinos. Recebemos dinheiro do fundo de turismo e é com esse dinheiro que vamos fazer a prova», disse. Já Nicolo Di San Germano destacou que uma prova destas, ou seja cada Grande Prémio em cada cidade, custa cerca de 1,5 milhão de euros. E cada equipa gasta à volta de um milhão de euros por barco e por ano, sendo que há vinte equipas envolvidas, cada uma com dois barcos, o que totaliza cerca de 40 milhões de euros.

Esta é uma prova encarada por Isilda Gomes como um evento âncora, que faz mover a economia local, leva à cidade milhares de pessoas e leva o nome de Portimão a diversos pontos do mundo.

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