Fernando Rocha agradece confiança dos sócios do PSC

Lista A obteve uma totalidade de 1920 votos, enquanto a lista B obteve 1035, num total de 480 votantes.

O empresário Fernando Rocha foi reeleito para a presidência do Portimonense Sporting Clube (PSC) com 65 por cento dos votos, na quinta-feira, 19 de abril. A lista A conseguiu assim a maioria dos votos, enquanto a lista B, liderada por João Gambôa obteve 35 por cento dos votos, conforme apurou o «barlavento» junto de fonte do clube. «É um orgulho continuar a ser presidente do Portimonense Sporting Clube e fico muito honrado pela confiança que os sócios depositaram em mim e na minha equipa para continuar a desenvolver o projeto iniciado há 12 anos», resumiu Fernando Rocha em declarações ao «barlavento».

O atual presidente da direção relembrou que «o Portimonense passou uma fase crítica», mas hoje os assuntos «estão resolvidos». Com um clube estável, na atualidade, Fernando Rocha afirma que já é possível pensar no futuro a médio e longo prazo. «Os meus projetos terão que ser bem pensados e que com interesse para os sócios, mas também para todos os portimonenses», contou. E, assim sendo, são também em prol da cidade.
Aliás, o presidente reeleito ressalvou ainda que «os projetos âncora terão sempre tripartidos entre o Portimonense clube, a SAD, que é a principal parceira do clube e a Câmara Municipal de Portimão. Estas três entidades têm a obrigação de pensar o futuro na área do desporto, uma vez que este é o maior clube» do concelho.

O facto da equipa principal, responsabilidade da SAD, estar na Primeira Liga pode ser também uma oportunidade a aproveitar para lançar ainda mais o clube algarvio. «Estão a desenvolver um trabalho que é único no país e que é um exemplo a seguir. Sinto responsabilidade porque fui eu que convenci as pessoas a acreditarem no meu projeto e a prova é que acertamos, porque está a ser sucesso, distinguindo-se a nível nacional. Mas não só a nível futebol e no aspeto desportivo, como também na gestão e relação entre SAD e clube. Penso que estão reunidas as condições para fazer iniciativas diferentes», considerou Fernando Rocha.

A subida à Liga NOS levou a que o número de sócios aumentasse, mas Fernando Rocha acredita ainda que a estabilidade que o clube está a atravessar será também atrativa. «Estou convencido que os sócios irão aumentar e o número de praticantes, dos miúdos, que ultrapassa os 700 também. A meta que eu quero atingir são os mil. Para isso, noutras modalidades, que não o futebol, mas no futsal e no basquetebol, temos que conseguir melhorar as condições e, para isso, vamos com certeza aproveitar a situação da Câmara ser Capital Europeia do Desporto em 2019», sublinhou. Isto porque, a autarquia terá a responsabilidade de recuperar, melhorar e até criar novas infraestruturas. Fernando Rocha acredita que será uma mais-valia para dar melhores condições aos atletas que, no fundo, são portimonenses.

Um dos projetos que Isilda Gomes tem vindo a defender que poderá ser uma realidade é a pista tartan para a prática de atletismo. Caso se concretize, «estão, em princípio, reunidas as condições para se fazer uma modalidade de atletismo, mas terá que ser pensada da mesma maneira que pensei as outras modalidades. Têm que ser projetos sustentáveis. Quem traz o projeto tem que ser responsável» e o projeto tem que ser sustentável, defendeu. É que apesar do Portimonense Sporting Clube estar a atravessar uma fase mais estável, isso não significa que não tenha que ser gerido com os pés muito bem assentes no chão. Fernando Rocha assegurou, inclusive, que continuando à frente do clube só será mesmo desta forma.

Uma das grande vitórias dos 12 anos de mandato do presidente da direção foi a diminuição do passivo do clube. «Quer queiram, quer não, foi a minha grande vitória. Quando peguei no clube tínhamos 2,5 milhões de euros de passivo e o clube ia fechar. Hoje o passivo está controlado, ronda os 300 mil euros, pagável em dez anos. O PSC, a partir de agora, tem condições para pensar um futuro risonho e em projetos, que até aqui não tinha. Vivia o dia a dia. Se o PER não tivesse sido aprovado, hoje, estávamos a discutir se o clube fechava ou não», concluiu.

Nas eleições de quinta-feira a lista A obteve uma totalidade de 1920 votos, enquanto a lista B obteve 1035, num total de 480 votantes. Porque o voto vale conforme a antiguidade dos associados no clube, a lista A conseguiu 95 votos contra 60 da lista B (votos 1 – sócios mais recentes), 245 contra 135 (votos 5) e 1580 contra 840 (votos 10). Houve apenas quatro votos nulos e três em branco.

A lista é composta por João Rosa Tavares como presidente da Mesa da Assembleia Geral, Heliodoro Veiga, como vice-presidente, Jorge de Almeida Luís, como 1º secretário, Susana Dias, 2º secretário, além dos suplentes João Freitas, Américo Jardim e Pedro Tavares.

A direção é composta por Fernando Rocha (presidente), António Rocha da Silveira, Manuel Lopes, Tomé Mangas, João Mergulhão, João Veiga, Arsénio Sequeira, Helder Correia (vice-presidentes), Luís Filipe, Carlos Marreiros, Henrique Diogo, Luís Paiva, Pedro Simões, Luís Duque e João Santos (vogal).

O conselho fiscal é composto por Carlos Bicheiro (presidente), José Pedro Caçorino (vice-presidente), Carlos Gouveia Martins (secretário), Pedro Cabide (relator da atividade administrativa), Carlos Sousa (Relator jurisdição), José Freitas e Custódio Coelho (suplente).

Já o conselho geral integra Manuel João, Manuel Mangas, José Casimiro, Eduardo Catarino, Carlos Neves Martins, António Vitorino, Joaquim Coelho, Ivo Garcia da Rocha, Francisco Marques dos Santos.

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