Duarte Benavente conquista terceiro lugar no pódio em Portimão

O piloto português Duarte Benavente foi recebido com aplausos pelos portugueses que assistiam ao Grande Prémio de Portugal – Algarve de Fórmula 1 de Motonáutica, junto ao Clube Naval de Portimão. Na etapa inaugural do campeonato, o atleta que corre pela F1 Atlantic Team conseguiu um lugar no pódio, em terceiro lugar, tendo ficado a uma volta de diferença do vencedor.

Em primeiro ficou o francês Philipe Chiappe, da CTIC China Team, atual campeão do mundo, seguido do finlandês Sami Selio, da Mad Croc Baba Racing. Ficou a 12,88 segundos do primeiro classificado.

O único piloto português a competir na F1 de Motonáutica completou 49 voltas ao circuito, obtendo a sua melhor classificação de sempre, desde 2009. Esta é também a quarta vez que conquista um terceiro lugar no pódio.

Duarte Benavente partiu em quinto, posicionando-se em quarto até às últimas três voltas da corrida, atrás do sueco Erik Stark, da Team Sweden. No entanto, na altura em que este reduziu o andamento devido a problemas mecânicos, Duarte Benavente conseguiu passar a terceiro e manter a posição até ao final da etapa.

Já o tricampeão do mundo Philipe Chiappe, quarto da grelha de partida, iniciou-se melhor do que Hamed Al Hameli, da Victory Team, e do que Erik Stark, posicionando–se no segundo lugar, atrás do norte-americano Shaun Torrente, da Victory Team, detentor da pole position.

O francês manteve sempre o segundo lugar, mas veio a beneficiar da desistência do norte-americano devido a problemas mecânicos, quando estavam decorridas 10 voltas, assumindo o comando até ao final da prova.


Após o Grande Prémio de Portugal – Algarve, em Portimão, o mundial de pilotos é liderado por Philippe Chiappe, com 42 pontos, seguido pelo finlandês Sami Selio, com 15, e Duarte Benavente, com 12. Segue-se Alex Carella, com 9 pontos, Bartek Marszalek, com 7, Cédric Deguisne, com 5, Grant Trask, com 4, Erik Stark, com 3, e Peter Morim, com 2.

No final da prova, Duarte Benavente recebeu o troféu pelas mãos de Pedro Lopes, presidente da Associação de Turismo de Portimão (ATP), enquanto Desidério Silva entregou o troféu ao segundo classificado Sami Selio. As honras da entrega do primeiro lugar desta etapa couberam a José Apolinário, secretário de Estado das Pescas, e a Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão.

A realização da prova, cujos treinos livres estavam programados para sexta-feira, dia 21, esteve condicionada por um intenso vento sueste, que se fez sentir até sábado. Só no domingo, a organização conseguiu realizar todos os treinos de F1 e F4, bem como as provas. No caso da F4, o grande vencedor foi o francês Jeremy Brisset, da F1 Atlantic Team, seguido de Sebastian Haugaard, da Team Sweden, e Kalle Viippo, da Mad Croc Baba Racing.

Ainda que o vento forte tenha condicionado os dois primeiros dias de prova, no domingo, a zona ribeirinha de Portimão encheu-se de público.

Durante a apresentação, na sexta-feira, dia 21, no dia aberto à comunicação social, Nicolo di San Germano, promotor da Union Internationale Motonautique (UIM), afirmou que não é difícil fazer este evento desportivo. No entanto, o que a organização faz é «criar acontecimento para a cidade anfitriã, atraindo grandes multidões e projetando-a por todo o mundo com boas imagens». Aliás, esta é uma prova que chega a 70 países, com transmissão ao vivo e exibição de magazine posterior a cada etapa. Foi um investimento de 490 mil euros, em que o Turismo de Portugal apoiou com 340 mil euros e a autarquia portimonense com 150 mil euros, através de um contrato-programa com a ATP, titular da prova, explicou Isilda Gomes.

Isilda Gomes quer manter prova em Portimão

Ainda que os organizadores e pilotos vejam com bons olhos a concretização da prova em Portimão, como foram explicando ao longo da sexta-feira, pelas «excelentes condições» tanto para o evento como de acolhimento, a verba para a prova no próximo ano não está garantida. Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal, adiantou que a autarquia poderá disponibilizar um investimento igual ao deste ano, mas a verba do Turismo de Portugal será mais reduzida. «Vamos terminar esta prova e começaremos logo a trabalhar na próxima. Vamos procurar sponsors, sendo certo que a autarquia nunca irá além da verba que disponibilizou este ano, na ordem dos 150 mil euros. É uma quantia aceitável tendo em conta o impacto que esta prova tem para Portimão, o Algarve e o país», justificou.

Portimão passa a ser projetada ao longo das restantes etapas mundiais, e é por esta razão que Isilda Gomes quer que este continue a ser um evento âncora, não tendo por isso, vontade de perder a prova para qualquer outra cidade.

Apesar de, no que toca ao turismo, Portimão estar bem classificada nos rankings, a autarca considera que é preciso dar mais um salto na projeção internacional, no maior «número de países possível e, de facto, a F1 de Motonáutica permite-nos dar esse impulso com a exposição mediática», assegurou. Além disso, «traz reconhecimento, notoriedade, gente diferente e, muitas das pessoas que vêm participar na prova, voltam depois de férias e trazem a família», afirmou.

Este foi um namoro iniciado pelo antigo presidente da Câmara Municipal de Portimão, Nuno Mergulhão. Nicolo di San Germano, promotor da Union Internationale Motonautique (UIM), recordou que em 1984, quando organizou o Corte Inglés Grand Prix de Sevilha, no primeiro circuito de Motonáutica à volta do mundo, foi abordado por um jovem. «Éramos então todos jovens. Ele veio ter comigo e disse que vinha de de Portimão. Eu olhei para ele. Honestamente em 1984, já tinha ouvido falar do Algarve, mas não fazia ideia onde era Portimão. Disse “o meu nome é Nuno Mergulhão, eu vi o vosso evento e, mais cedo ou mais tarde, quero-o na nossa cidade”. E desapareceu», recordou.

Anos depois, em Budapeste, de novo num Grande Prémio, «encontro de novo o senhor Nuno Mergulhão que me disse “eu sou presidente da Câmara Municipal de Portimão. Nós temos um projeto para a nossa cidade, queremos promovê-la a nível internacional e queremos receber o vosso evento”», relembrou o promotor. Em 1999, a prova concretizou-se e Nicolo di San Germano afirmou ser testemunha das melhorias ao longo dos anos, alcançando hoje «muito boas condições».

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