Música à solta em Portimão em modo carnavalesco

Bruno Vítor e Vasco Ramalho.

Este ano, a música invade de novo a cidade de Portimão, durante cinco dias, de 24 a 28 de fevereiro. Dois festivais interligados, artistas de renome, alguns instrumentos menos conhecidos pela maioria da população, concertos, workshops e masterclasses em diversos palcos citadinos, tudo se conjuga para o êxito.

Referimo-nos ao VI Festival Internacional de Percussão de Portimão e do III Encontróbaixo, ambos realizados pela Academia de Música de Lagos e do Conservatório de Portimão Joly Braga, com o apoio da autarquia local, Ministério da Cultura – Direção Geral das Artes, Junta de Freguesia de Portimão e de vários parceiros privados.

No ano passado, o evento de abertura não conseguiu reunir na Alameda os 50 bateristas e 50 baixistas e contrabaixistas, que era o objetivo ambicionado. Mas teve 47 e 27 músicos, respetivamente, num espetáculo nunca antes visto no Algarve. Este ano, a iniciativa não se repete, porque a organização está a preparar o «100/100» para o próximo ano, segundo Vasco Ramalho, o «pai» do Festival de Percussão.

«Vamos aproveitar o facto que estamos em época carnavalesca para fazermos desfiles de rua, em conjunto com as escolas, um modo de mostrarmos à cidade que estamos aqui a fazer coisas para a comunidade», explica Bruno Vítor, o responsável pelo Festival Encontróbaixo. O grupo Bomboémia, tuna de percussão da Universidade do Minho, vai dar início às atuações, às 10h30 de sexta-feira, dia 24, partindo da Alameda para a Praça do Município e integrando alunos das escolas do ensino básico de Portimão.

O mesmo grupo encerrará o evento, no dia 28, terça-feira de Carnaval, com um grande desfile, a partir das 14h30, «para o qual estão convidados todos os portimonenses e visitantes». De acordo com o programa, haverá desfiles, no sábado, dia 25 à tarde, em Alvor, Praia da Rocha e Zona Ribeirinha.

A realização de seis concertos, com temas e géneros musicais diferentes, para todos os gostos, além de 15 workshops e masterclasses, irão preencher o resto do tempo. «Vamos ter as masterclasses habituais das edições anteriores, para marimbas, vibrafones, percussão tribal africana e adufes. Mas, este ano, teremos uma atenção especial à música de câmara e os alunos mais avançados terão o acompanhamento do professor Vincent Houdijk, preparando peças para o concerto de encerramento», adianta Vasco Ramalho ao «barlavento».

Segundo os organizadores, já há alunos do Alentejo, Lisboa e Coimbra inscritos, embora a maioria seja do Algarve. O número de inscritos deve rondar as sete dezenas. «Os workshops não estão abertos apenas para os participantes, mas também para ouvintes. As pessoas não se esqueçam de que isto não é necessariamente só para quem vai tocar, porque toda a gente aprende algo ao assistir a uma destas classes», convida Bruno Vítor. «Os horários são das 11 às 13 horas e das 15 às 18 horas».

O «barlavento» aconselha os leitores a consultar o programa, para fazer as suas escolhas, embora desde já recomendemos o concerto de abertura com Carlos Barretto Lokomotiv aos amantes de jazz. Mas as ofertas são tantas e tão variadas, que será mesmo necessário estudar a programação.

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