Empreendimento Verdelago arranca até ao final do ano

Depois de mais de dez anos de licenciamentos e atribuída condição de excepção, empreendimento turístico arranca em zona nobre do litoral do concelho de Castro Marim.

Depois de vários anos em projecto e de um processo de avaliação de impacte ambiental complexo teve lugar, na passada sexta-feira, a apresentação do empreendimento Verde Lago a várias entidades regionais do Algarve, entre elas a CCDR, a RTA e várias autarquias.

A estrutura turística, que já foi considerada de interesse público pelo despacho conjunto n.º 216/2004 e foi aprovada em regime de excepção ainda no Governo de Cavaco Silva, será construída entre as localidades de Altura e Paria Verde, no concelho de Castro Marim.

O empreendimento conta com uma área de 93 hectares e uma extensa frente de mar, estando integrado numa zona verde do litoral concelho.

O projecto é constituído por uma unidade hoteleira de cinco estrelas com 197 quartos, um campo de golfe com 18 buracos e um aldeamento turístico com 340 unidades de alojamento, prevendo-se a sua abertura em 2009.

O empreendimento, que ainda será apresentado ao público em geral aquando da cerimónia de lançamento da primeira pedra, é promovido pela Verde Lago – Sociedade Imobiliária SA e pela InLand – Promoção Imobiliária SA, empresas que wholesale mlb jerseys crêem que «o projecto cheap nfl jerseys irá ter um forte impacto sócio-económico na região» e assinalam a sua «natureza estruturante».

Em declarações ao «barlavento» o presidente da Câmara Municipal de Castro Marim José Estevens partilha esta visão e considera a obra «um passo importante para o desenvolvimento do concelho, sobretudo porque irá permitir a criação de cerca de 400 postos de trabalho».

O presidente da autarquia «não crê que, neste momento, o concelho disponha de mão de obra disponível para as necessidades do empreendimento», mas salienta «a intervenção activa do promotor, que já está a desenvolver contactos com o Instituto do Emprego cheap jerseys e Formação Profissional, com a Escola Básica de Castro Marim e com a comunidade local».

Isso mesmo foi garantido ao «barlavento» pelo conselho executivo da escola, que disse já ter reunido com o promotor do Verde Lago no sentido de poder adaptar, nos próximos anos, a oferta de formação às necessidades do projecto.

Neste momento, o empreendimento está apenas dependente Kit da ultimação dos pormenores relativos à aprovação do processo para atribuição do alvará de loteamento, o que, segundo Estevens, «na prática significa o loteamento do terreno e a ultimação do projecto de arquitectura».

Para o presidente da autarquia castromarinense este é o culminar de um processo que já se prolonga há mais de 10 anos, lembrando que «o primeiro plano de pormenor do projecto foi aprovado em 1997 e depois veio a sofrer uma condição suspensiva até à decretação favorável do Estudo de Impacto Ambiental, o que sucedeu em 2003».

De acordo com José Estevens, «existe um conjunto de medidas minimizadoras que vão ser aplicadas», salientando que «há da parte do promotor um sentido de responsabilidade em matéria ambiental».

Almargem continua preocupada com projecto

Por se situar na última faixa litoral não urbanizada do Concelho de Castro Marim e ocupar a zona do pinhal do Gancho, parte da qual integrada em Reserva Ecológica Nacional e na Rede Natura 2000, o projecto tem sido contestado pela Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem).
Há precisamente dois anos, aquela associação ambientalista elaborara um Estudo de Impacto Ambiental próprio e chamara a atenção para a ocupação de uma das zonas mais nobres do concelho de Castro Marim. Na opinião da Almargem, o empreendimento será responsável «pela destruição de mais de 16 hectares de pinhal em bom estado de conservação, pela destruição de mais de 6 hectares de terrenos protegidos pela directiva habitats», assim como a «ocupação, pelo campo de golfe, de cerca de 28 hectares da Reserva Ecológica Nacional».
Contactado pelo «barlavento», Luís Brás, do departamento de Informação e Divulgação da Almargem, refere que «neste momento, a posição da associação se mantém inalterada, até porque o projecto não contempla alterações que o justifiquem».
Este é um empreendimento cuja existência já estava inclusivamente assumida aquando da discussão do Plano de Ordenamento da Orla Costeira do Sotavento (POOC) [que deverá ter Продаю a sua aprovação formalizada no próximo domingo]. «O contraditório é que na proposta de regulamento do POOC cheap mlb jerseys Vilamoura – Vila Real, que foi sujeita a consulta pública até ao final de Dezembro de 2002, já era inclusivamente apontado que o empreendimento respeitasse a contextualização natural e não devesse colidir com a directiva habitats», salienta Luís Brás.
Depois de vários de impasses e de o EIA ter apresentado um parecer «favorável condicionado», entre os governos que se têm sucedido, vários são os defensores do projecto. Entre eles incluem-se os nomes do ex-secretário de Estado do Ordenamento do Território, Pedro Silva Pereira, que em 2000 afirmara «não haver mais entraves ao projecto» ou de Marques Mendes, quando em 2003, durante um jantar do PSD, em Castro Marim, referiu «não fazer sentido header-logo que este tipo de projectos turísticos fossem travados».

Categorias
Arquivo


Relacionado com: